A teimosia de Inês de Medeiros não passará! 

O CDS-Partido Popular, tal como a maioria dos grupos municipais, solicitou a retirada imediata da proposta do Agroparque para que fossem fornecidos mais esclarecimentos, auscultando a Câmara, mas também os agricultores e moradores das Terras da Costa, sob pena de se tomarem decisões que vão contra direitos adquiridos, ou que deixam no ar suspeições, relativas a deliberações tomadas com ligeireza e sem critérios rigorosos de apuramento dos factos.

A última sessão da Assembleia Municipal de Almada foi a prova de que Inês de Medeiros tem graves falhas na forma como entende a gestão, quer da Câmara Municipal, quer da relação com os almadenses.

A teimosia e arrogância levadas ao extremo, fazem com que a política em Almada fique exposta muitas vezes à incompreensão, e até mesmo ao ridículo. Aconselha o bom senso, que quando existem dúvidas (já nem falo por parte da oposição, mas sim pela parte dos destinatários dessas mesmas políticas) se adiem as tomadas de decisão, para que se faça o esclarecimento cabal e total dessas mesmas dúvidas, sobretudo quando se trata de projectos de grande envergadura ou estruturais.

Perante um vasto conjunto de munícipes que marcaram presença (e certamente irão continuar a marcar futuramente, caso a teimosia de Inês de Medeiros persista), e utilizaram do direito que lhes é concedido pelo Regimento desse órgão autárquico, livre e democrático, e mesmo depois do forte apelo das forças políticas da oposição, a presidente da Câmara, prosseguiu com a sua proposta, relacionada com a construção do Agroparque, que a mesma pretende implementar nas Terras da Costa, na Costa da Caparica. 

Perante tal postura, e depois de depoimentos por vezes até emotivos, por parte dos agricultores e moradores do território visado para a construção dessa infraestrutura, Inês de Medeiros insistiu em apresentar o documento e levá-lo à votação, perante a indignação dos presentes e da falta de um esclarecimento, que torne o processo mais transparente em termos de informação. 

O CDS-Partido Popular, tal como a maioria dos grupos municipais, solicitou a retirada imediata da proposta do Agroparque, para que fossem fornecidos mais esclarecimentos, auscultando a Câmara, mas também os agricultores e moradores das Terras da Costa, sob pena de se tomarem decisões que vão contra direitos adquiridos, ou que deixam no ar suspeições, relativas a deliberações tomadas com ligeireza e sem critérios rigorosos de apuramento dos factos.

Em sentido contrário ao pedido de retirada da proposta da Câmara Municipal, PS, PSD e PAN, votaram a seu favor, não só impedindo a retirada da mesma, mas também sendo responsáveis pela sua aprovação e continuidade no ponto da Ordem de Trabalhos, dando seguimento a todo o processo. 

Não obstante, todos os meios ao alcance dos grupos municipais, dos agricultores e moradores das Terras da Costa, ao meu alcance na qualidade de deputado municipal, foram de imediatro solicitados ao presidente da comissão e à presidente da Câmara.

O que o CDS-PP pretende agora, é que o assunto em apreço possa ser discutido com urgência na 3ª Comissão Permanente da Assembleia Municipal referente ao Ambiente e Planeamento do Território, com o objectivo de clarificar as intenções e finalidades do projecto Agroparque naquele território, e as implicações que o mesmo terá na vida dos moradores e agricultores, a fim de salvaguardar todos os seus direitos.

O CDS-Partido Popular não está contra o progresso, não está contra o desenvolvimento do território, não está contra a intervenção em locais que necessitam de requalificação ou melhorias e, caso se entenda em conclusão, que o projecto beneficia o concelho, o território em questão, e sobretudo os seus moradores e os agricultores das Terras da Costa, não os lesando ou diminuindo os seus direitos, será o primeiro a colocar-se ao lado do mesmo, contribuindo até para que o desenvolvimento do concelho seja finalmente uma realidade. Não abdicará nunca, de defender os direitos das pessoas humildes e trabalhadoras das Terras da Costa, já tão fustigadas num passado ainda recente de outras atrocidades e ilegalidades cometidas pela autarquia, que muito lhes custaram.

Exige-se a Inês de Medeiros, caso queira a concordância da oposição, que esclareça devidamente as suas intenções e o seu projecto, pois até ao momento ainda não o fez, quando é esse o seu dever e, sobretudo, a sua obrigação. A proposta que foi a discussão e votação na Assembleia Municipal é apenas uma infíma parte de todo este processo, que a ser mal conduzido, irá lesar profundamente direitos adquiridos há séculos por quem trabalha e vive nas Terras da Costa. 

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António Pedro Maco

Deputado Municipal eleito pelo CDS-PP na Assembleia Municipal de Almada