Laranjeiro | Comissões de utentes agendam concentração na sede dos TST

Dia 11 de Outubro às 18h horas, "para reclamar o cumprimento dos contratos e correspondentes horários e carreiras"

As Comissões de Utentes da Península de Setúbal agendaram uma concentração para amanhã às 18h horas, à porta da sede dos Transportes Sul do Tejo (TST), localizada no Laranjeiro na Rua Marcos Portugal, 10, para reivindicar o cumprimento de contratos, com os correspondentes horários, frequências e linhas dos autocarros.

Desde que o serviço da Carris Metropolitana começou a operar a 01 de Junho nos concelhos de Setúbal, Alcochete, Moita, Montijo e Palmela (área 4) e a 01 de Julho nos concelhos de Almada, Seixal e Sesimbra (área 3), que se acumulam reclamações por parte dos utentes, confrontados com “constrangimentos vários”.

Em comunicado, as Comissões de Utentes da Península de Setúbal queixam-se de “supressão de carreiras, falta de informação, incumprimento dos horários, alteração dos trajectos e mais tempo gasto nas deslocações”, qualificando esta situação como “um enorme desgaste físico e psicológico aos utentes”.

As comissões de utentes recusam ainda o argumento da “falta de motoristas”, uma vez que afirmam ser “público que há motoristas a sair destas empresas (TST e Alsa Todi) para outras onde têm melhores condições de trabalho e uma maior remuneração” e exigem às respectivas administrações que “dignifiquem a carreira de motorista e criem condições atractivas para a captação dos profissionais necessários para cumprirem os contratos de concessão e prestação do serviço público”.

Ao mesmo tempo, foi tornado público que a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), que tutela as novas concessões de transporte público rodoviário na Área Metropolitana de Lisboa (AML) já “passou à fase” da aplicação de penalizações aos operadores que não estão a cumprir os contratos.

Rui Lopo, vogal do Conselho de Administração da TML, confirmou terem sido já enviadas notificações a ambas as operadoras, com penalizações que correspondem a multas de “muitas dezenas de milhares de euros”. Rui Lopo acrescenta que as sanções estão previstas nos contratos de concessão e que o processo chegou agora à fase de aplicação.

“Desde o primeiro momento que estamos a notificar os operadores do incumprimento. A primeira carta à Alsa Todi foi enviada a 6 de Junho. Há um processo jurídico-formal, que se iniciou logo que os primeiros incumprimentos se verificaram, mas agora é que estamos na fase em que as coisas estão a chegar ao momento jurídico fina.”, explica.

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Sofia Quintas

Directora e jornalista do Almada Online