Companhia Nacional de Bailado traz “La Sylphide” a Almada
Um clássico do ballet romântico, baseado na mitologia escocesa
O Teatro Municipal Joaquim Benite (TMJB), em Almada, acolhe a Companhia Nacional de Bailado (CNB) nos dia 29 e 30 de Dezembro, pelas 21h, que traz o bailado clássico “La Sylphide” ao palco almadense.
Numa altura em que o Teatro Camões, casa da CNB, se encontra encerrado para obras de reestruturação no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a CNB fez uma digressão por todo o país para apresentar este clássico do romantismo, encerrando as suas actuações de 2023 em Almada.
O bailado relata a história do escocês James que, na manhã do seu casamento com Effie, sua noiva, é acordado por uma Sylphide, um espírito feminino voador que habita as florestas, por quem se sente imediatamente atraído. Não conseguindo deixar de pensar em Sylphide, corre para a floresta, tentando encontrá-la para descobrir uma forma de esta se tornar humana e poderem viver felizes para sempre. Mas o desenlace da história de James e Sylphide revela-se trágico. Ao envolvê-la numa echarpe com a intenção de a trazer para a esfera humana, ela morre. A história de La Sylphide expressa os conflitos e inquietações existentes no período Romântico. Às emoções mais intensas correspondia um forte anseio por um mundo mais puro e genuíno. Quando as ideias entravam em conflito com o mundo sensível, a existência perdia a sua harmonia.
A obra que inaugura o bailado romântico no século XIX, evoca as lendas e mitos escoceses que, embrulhados em segredos de florestas, alimentaram séculos de narrativas. Muito embora alguns dos seus componentes, como a utilização de pontas, de saias compridas de musselina branca e, o recurso a personagens que evocam seres sobrenaturais não fossem uma novidade na época, é com “La Sylphide” que estes elementos ganham uma maior dimensão e se tornam sinónimo de bailado romântico. Estreada a 12 de Março de 1832 na Academia Real de Música em Paris, com coreografia de Filippo Taglioni e música de Jean Schneitzhoeffer, a obra ganhou uma enorme popularidade junto do público. Em 1836, August Bournonville cria a sua própria versão coreográfica, com uma nova partitura de Herman Løvenskiold, para o Ballet Real da Dinamarca. Esta versão, que entrou no repertório da Companhia Nacional de Bailado em 1980, tornou-se também uma referência do trabalho deste mestre dinamarquês, continuando hoje em dia a ser dançada por todo o Mundo.
Esta versão, que entrou no repertório da CNB em 1980, com estreia no Teatro Nacional de São Carlos, tornou-se também uma referência do trabalho deste mestre dinamarquês, continuando hoje a ser uma das versões mais dançadas por todo o mundo, segundo a companhia nacional.
Esta é considerada uma jóia do bailado clássico do período romântico que, mesmo dois séculos depois da sua estreia, continua a contar histórias e a fazer sonhar.

Ficha Técnica e artística:
Companhia Nacional de Bailado
Coreografia: August Bournonville
Música: Herman Løvenskiold
Cenários: Ferrucio Villagrossi
Figurinos: Hugo Manoel
Desenho de luz: Pedro Martins
Remontagem e coreografia adicional: Jan Linkens
Duração: 80min. c/intervalo
Classificação: M/6
O espectáculo encontra-se esgotado.
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