Almada | O Jacaré
Em exibição a 29 de Setembro, pelas 21h, no Auditório Fernando Lopes-Graça
O Auditório Fernando Lopes-Graça exibe o filme “O Jacaré”, de Basil da Cunha, a 29 de Setembro, pelas 21h. Este é o último capítulo da “trilogia da Reboleira” do realizador luso-suíço, que mistura comédia, drama e thriller, e explora as relações de poder num bairro problemático, durante as operações da sua demolição.
O filme parte de um acontecimento real, a história de um assalto a um bingo que corre mal, com o carro a despistar-se no coração do bairro. O assaltante é preso e os 180 mil euros roubados desaparecem sem deixar rasto. Enquanto a polícia cerca toda a zona, instala-se uma verdadeira caça ao tesouro. Todos acreditam saber onde está o dinheiro, e todos querem encontrá-lo primeiro. PC, o líder do bairro, envia o jovem Chandi para se infiltrar junto de KP e descobrir o paradeiro do dinheiro. Machine prepara um golpe para roubar Máfia, um traficante apaixonado por automóveis antigos. Xana tenta libertar-se do marido violento, acabado de sair da prisão. À medida que as alianças mudam e a tensão aumenta, as histórias cruzam-se numa sucessão de encontros inesperados, traições, humor e violência. E, no meio deste caos, começa a correr um boato impossível: há quem garanta ter visto um jacaré chamado Gigolô a vaguear pelas ruas da Reboleira, aterrorizando todos com quem se cruza.
Para quem viu os filmes anteriores deste cineasta (Até Ver a Luz (2013), O Fim do Mundo (2019), Manga d’Terra (2023), é o regresso a rostos conhecidos, uma mistura entre identidades reais e personagens, e um olhar sobre a Reboleira que parte de dentro.
No filme, rodado em oito semanas, a Reboleira, bairro onde Basil da Cunha vive há mais de 20 anos, assume o papel da verdeira protagonista que surge orgulhosa de ser quem é. Nele, contam-se as histórias das personagens e as memórias do bairro, e as de um realizador que fez da comunidade onde vive, família, equipa e cúmplice numa história de cinema e vida. Todos os actores são moradores do bairro.
“O Jacaré”, foi apresentado por Basil da Cunha como um filme de género, “no encontro entre a blaxploitation, os policiais americanos dos anos 90 e a música cabo-verdiana dos anos 70″.
“Embora a história parta de um assalto falhado e do desaparecimento de um saco com 180 mil euros, o verdadeiro motor do filme são as pessoas que gravitam à volta desse acontecimento. […] É um filme coral onde cada personagem representa um fragmento da Reboleira e onde a própria comunidade assume o papel principal“, explicou o realizador em comunicado, no lançamento do filme.
“O Jacaré foi seleccionado para competir na 79.ª edição do Festival de Cinema de Locarno, que decorreu de 5 a 15 de Agosto passado, na Suíça, onde foi apresentado.

Ficha Técnica:
Título original: O Jacará
Realização: Basil da Cunha
Argumento: Basil da Cunha
Produção: Philippe Coeytaux, Omar El Kadi, Nadia Turincev, Nicolas Wadimoff
Elenco: Alexandra Sena, Alexandre da Costa Fonseca, Paulo César Lima Fonseca, Nelson Carvalho, Pedro Diniz, Heidir Correia, Carlos Fonseca, Pedro Ferreira, Frederico Lopes, Verónica Lii, Maria Santos, Susana Costa, Ivo Bernardo, Carloto Cotta, Filipe Vargas
Fotografia: Patrick Tresch
Música: Henrique Silva
Edição: Basil Da Cunha, Kostas Makrinos, Noa Roquet, João Nunes
Género: Drama
Origem: França, Suíça, Portugal
Ano: 2026
Duração: 92 min.
Classificação: M/16
Os bilhetes custam 3€, com desconto de 50% para jovens e seniores do concelho. Pode adquiri-los na bilheteira do AFLG ou aqui.
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