Sismo de 4,8 na escala de Richter sentido em todo o concelho de Almada (actualizado)

O epicentro foi a 14 quilómetros a Oeste-Sudoeste do Seixal

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Um sismo de magnitude 4,8 na escala de Richter foi sentido esta Segunda-Feira, 17 de Fevereiro, na região de Lisboa, Setúbal, Portimão e Vila Nova de Santo André, confirma o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico (EMSC) e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O abalo teve origem ao largo do Seixal, no distrito de Setúbal, pelas 13h24 a um quilómetro de profundidade. Há relatos de que também foi sentido nas cidades espanholas de Badajoz, Sevilha, Huelva e Islantilha. O seu epicentro foi a 14 quilómetros a Oeste-Sudoeste do Seixal.

A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) indicou, numa publicação realizada por volta das 13h50 nas redes sociais, que “não há registo de danos pessoais ou materiais até ao momento”.

site do IPMA ficou em baixo imediatamente a seguir abalo desta Segunda-Feira, situação que já se encontra resolvida. Também houve registo de dificuldades nas comunicações nos minutos seguintes, nomeadamente em realizar telefonemas e enviar mensagens. Nestes casos, a Protecção Civil aconselha a que se reduza a rede do telemóvel para 2G.

A 26 de Agosto de 2024, cerca das 5h11 da manhã, um sismo de magnitude 5,3 na escala de Richter foi sentido em Portugal, Espanha, Gibraltar e Marrocos. O epicentro do sismo foi identificado a 58 quilómetros a Oeste de Sines e a 16 quilómetros de profundidade.

O siete da ANEPC explica aqui algumas das principais medidas de autoproteção em caso de sismo

A magnitude do sismo ainda pode sofrer alterações, pelo que esta notícia se encontra em actualização.

Actualização:

19h30 – O sismo teve o seu epicentro três quilómetros a Sul da Charneca da Caparica, mesmo na linha de costa, em frente à praia da Adiça, na freguesia da Costa da Caparica. Foi um sismo de intensidade moderada ou intermédia.

O seu epicentro foi corrigido para sete quilómetros de profundidade, considerado pouco profundo, daí os seus efeitos sentirem-se mais à superfície.

A sua intensidade máxima foi sentida no concelho de Almada, Seixal e Sesimbra, e com menor intensidade em concelhos limítrofes.

Inês de Medeiros, presidente da Câmara de Almada (CMA), admitiu à rádio Observador que o sismo foi violento, “foi dos sismos mais violentos que sentimos”, e explicou que quando foi contactada não havia registo de danos nem de vítimas no concelho. Remeteu todas as demias informações e contactos dos munícipes para o Serviço Municipal de Proteção Civil de Almada (SMPCA).

Em Almada e em Sesimbra, o sismo sentido pelas pessoas classifica-se como “forte”, segundo o IPMA, referindo-se à Escala de Mercalli Modificada, uma escala qualitativa que vai de 1 a 12, que determina a intensidade de um sismo a partir dos seus efeitos nas pessoas e nas estruturas. Nesta escala o sismo teve um grau 5, que corresponde a forte. O IPMA refere esta intensidade como, “as pessoas são acordadas, os líquidos oscilam e alguns extravasam, pequenos objectos em equilíbrio instável deslocam-se ou são derrubados. As portas oscilam, fecham-se ou abrem-se. Os estores e os quadros movem-se. Os pêndulos dos relógios param ou iniciam ou alteram o seu estado de oscilação”

O comandante da Proteção Civil de Almada, António Godinho, confirmou, à SIC Notícias, que pelas 16 horas não havia “registo de danos significativos ou quaisquer danos pessoais”.

“Quer Almada, quer toda a área metropolitana de Lisboa, são áreas que estão sujeitas a sismos. É normal que possamos no futuro vir a ter um sismo com um maior significado que este e, por isso, temos que nos preparar todos, não só as autoridades, mas também as populações, para poderem fazer face a este tipo de situações”, alertou

Sobre como a população deve agir em caso de sismo, o comandante explicou que todas as pessoas devem ter preparados kits de emergência pessoais, ter mantimentos para as primeiras 48 a 72 horas e preparar um plano de emergência familiar para saber onde se vão encontrar com os seus familiares, porque as comunicações podem não funcionar.

Já durante o sismo, António Godinho reforçou os três passos essenciais para garantir a segurança: “baixar, proteger, e aguardar que passe”.

O presidente da Junta de Freguesia da Costa da Caparica disse à Lusa que foram evacuadas duas escolas por precaução. “Foram evacuadas as duas escolas do ensino básico da freguesia, mas apenas por precaução. Também temos conhecimento, pelo relato de alguns moradores, que há pequenas fissuras nas varandas de um ou dois prédios, mas nada de significativo”, disse José Ricardo Martins.

O terramoto foi também sentido “com menor intensidade”, em Coimbra, Leiria, Santarém, Beja e Faro.

As zonas na Área Metropolitana de Lisboa que mais sentiram o sismo, além da capital, foram Loures, Vila Franca de Xira, Odivelas, Oeiras, Cascais, Mafra, Barreiro, Moita, Almada, Palmela e Seixal.

A Câmara Municipal do Seixal (CMS) informou que algumas escolas e centros de saúde locais foram evacuados por iniciativa dos respectivos delegados de segurança, sem haver registo de danos pessoais ou materiais.

Sofia Quintas

Directora e jornalista do Almada Online

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