Metro em greve durante uma semana

Paralisação ocorre entre 20 e 27 de Outubro

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A mobilidade em Almada e no Seixal vai sofrer perturbações a partir da madrugada de dia 20 de Outubro, na sequência de um pré-aviso de greve formalizado pelo Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ).

A paralisação surge “na sequência da ausência de resultados concretos nas negociações de um Acordo de Empresa”, segundo o SMAQ. Esta foi uma decisão tomada pelos trabalhadores, reunidos em Plenário, “após cerca de dois anos e meio de negociações sem que tenha sido possível alcançar um entendimento que responda às suas reivindicações”, acrescenta fonte sindical.

Os trabalhadores pedem melhorias as condições de trabalho, uma actualização salarial que tenha em conta a perda de poder de compra, e a garantia “que as matérias relativas à organização do trabalho sejam objecto de negociação colectiva, em vez de decisões unilaterais da empresa”.

De acordo com as informações publicadas pela Metro Transportes do Sul (MTS), a paralisação dos trabalhadores acontece entre 20 e 27 de Outubro, afectando a circulação nas três linhas existentes, em dois períodos com impactos distintos.

Os dias de maior constragimento no serviço ocorrem a 20 e 21 de Outubro (Terça e Quarta-Feira), dias em que a paralisação abrange as 24 horas do dia, e em que se prevê a supressão generalizada das viagens em toda a rede.

Numa segunda fase, que decorre entre Quinta-feira, 22 de Outubro, e Terça-Feira 27, a greve incide sobre as duas últimas horas de trabalho de cada turno de condução. Este regime pontual prolonga-se até às 2h da madrugada de dia 28, o que poderá originar atrasos, supressões de horários e alterações de última hora no serviço programado.

Foram decretados serviços mínimos entre os dias 19 e 27, para salvaguardar as deslocações essenciais da população. Assim, neste período, será assegurada a circulação na Linha 3 (Cacilhas/Universidade) entre as 7h e as 9h, e as 17h e as 19h.

A MTS, informa ainda que poderão ocorrer fortes perturbações na circulação entre as 16h30 de 19 de Outubro e as 2h de 22 de Outubro.

A empresa recomenda a todos os passageiros o planeamento atempado das suas viagens e sugere a utilização de modos de transporte alternativos na região.

Para suprir as falhas nos eixos habituais do metro, os utilizadores podem recorrer às carreiras rodoviárias da Carris Metropolitana que cobrem os trajectos urbanos entre Cacilhas, Pragal, Corroios e Monte de Caparica.

Já no eixo ferroviário, a ligação entre as estações de Corroios e Pragal assegurada pela Fertagus surge como opção directa, mantendo-se igualmente operacional o transporte fluvial da Transtejo no terminal de Cacilhas.

A MTS apela aos clientes para que acompanhem a evolução do estado do serviço e os avisos actualizados através dos canais oficiais de informação ao passageiro.

O SMAQ sublinha que “o recurso à greve resulta da persistência de questões por resolver e da necessidade de obter compromissos concretos por parte da administração da MTS. O objectivo dos trabalhadores “não é prolongar o conflito, mas alcançar um Acordo de Empresa justo e equilibrado, que reconheça a responsabilidade dos maquinistas e garanta condições de trabalho adequadas”.

Sofia Quintas

Directora e jornalista do Almada Online

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