Duas semanas para ver e sentir a dança contemporânea em Almada

De 25 de Setembro a 11 de Outubro, o festival internacional acolhe estreias, cinema, conferências, workshops, debates, e criadores de vários continentes

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A cidade de Almada volta a transformar-se, a partir da próxima Sexta-Feira, 25 de Setembro, na capital internacional da dança contemporânea. A 34.ª edição da Quinzena de Dança de Almada – International Dance Festival, estende-se até 11 de Outubro, trazendo consigo uma programação eclética que cruza espectáculos de palco, cinema, residências artísticas e workshops abertos à comunidade. Organizado pela Companhia de Dança de Almada desde 1992, o festival consolida-se como um dos mais dinâmicos intercâmbios de dança contemporânea do país.

A abertura oficial do evento acontece com a estreia de “A Espera do Baleiro”, uma nova criação da companhia anfitriã, assinada pelo coreógrafo galego Xián Martínez. Desenvolvida em coprodução com o Centro Coreográfico Galego, a peça explora as raízes identitárias e as tradições partilhadas entre Portugal e a Galiza, estabelecendo o tom de diálogo transfronteiriço que pauta todo o festival.

Um dos grandes destaques deste ano é o ciclo “Saracoteio — Dança no Ecrã”, uma novidade na programação focada na videodança produzida no espaço da lusofonia. Através de parcerias com entidades de Macau e Cabo Verde, as sessões vão exibir curtas-metragens e ensaios visuais que ligam o movimento corporal ao cinema, incluindo também obras vindas do Brasil, Moçambique, Guiné-Bissau e Portugal.

A 3 de Outubro, no Salão das Carochas, realiza-se a sessão Pitching, Espaço para os diferentes artistas participantes no Festival apresentarem os seus novos projetos aos profissionais convidados: coreógrafos, diretores, programadores e divulgadores de dança contemporânea.

Como habitualmente, o coração do festival é a Plataforma Coreográfica Internacional, que este ano reúne mais de vinte trabalhos de criadores independentes, bailarinos e companhias de todo o mundo. Este segmento assume-se como uma montra privilegiada para novas linguagens do movimento e para a descoberta de talentos emergentes.

O encerramento com “O Corpo Como Lugar do Encontro” e “Entre Braços” pertence à coreógrafa Carla Jordão, radicada na Alemanha, que regressa à cidade para apresentar uma criação com bailarinos da companhia e alunos do Ca.DA – Conservatório de Dança de Almada, num encontro entre diferentes gerações de intérpretes.

Os espectáculos e actividades vão distribuir-se por espaços emblemáticos do concelho, como o Teatro Municipal Joaquim Benite, o Auditório Fernando Lopes-Graça, a Casa da Cerca ou o Salão das Carochas.

Com uma forte componente comunitária, o festival promove ainda oficinas e apresentações informais que desafiam o público a vivenciar a dança, não apenas enquanto espectador, mas também através da experimentação física.

Consulte o programa completo aqui.

Sofia Quintas

Directora e jornalista do Almada Online

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