Pragal | Feira da Economia Circular

No dia 1 de Julho, das 10h às 22h, o Mercado das Torcatas divulga actividades diversificadas na área da sustentabilidade

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A Feira de Economia Circular é um evento que pretende divulgar iniciativas, projectos, empresas locais e regionais que promovem uma economia mais circular, reduzindo desperdício, tornando resíduos em matérias-primas para novas criações, tendo por o objectivo final um consumo mais sustentável, com menor impacto ambiental. A entrada é livre.

O programa da feira, que também contribui para uma nova vida do Mercado das Torcatas, é diversificado ao longo de todo o dia, com cerca de 35 bancas de artesãos, artistas, associações locais e empresas que darão a conhecer os seus produtos ou serviços. Existirá também uma zona de comidas saudáveis e vegetarianas e, uma zona de comida étnica dinamizada por associações locais.

Não faltarão actividades como por exemplo showcookings onde poderá aprender a confeccionar saborosas receitas com restos orgânicos, que normalmente não valorizamos ou deitamos fora; o Repair Café onde pode aprender a consertar objectos; oficinas prácticas sobre reciclagem de materiais; actividades para crianças, a Loja Circular municipal onde pode trocar roupas e calçado; um mercado de trocas de brinquedos; música e; danças ao vivo. Serão também exibidos documentários e haverá palestras sobre sustentabilidade e reciclagem. 

Um dos destaques do programa será o “Encontro Economia Circular em Almada”, que decorre das 10h30 às 12h30, onde será apresentada a Estratégia Municipal de Economia Circular, integrada no Plano de Acção Climática. Os seus objectivos e metas serão dados a conhecer neste encontro. Vários projectos locais apresentarão também as suas experiências inovadoras neste modelo de acção, que procura reduzir a nossa utilização de recursos naturais e minimizar os impactos ambientais associados às actividades humanas. Será também feita a apresentação sobre o contributo da gestão de bioresíduos para uma economia mais circular em Almada.

Às 10h, o terraço do Mercado das Torcatas recebe os Porbatuka, que vão dar o pontapé de saída desta feira, com a sua energia contagiante. A Filarmónica da Incrível Almadense actua às 11h. O evento, que terá uma dezena de espectáculos de música e dança ao longo do dia, termina às 21h com uma actuação ao vivo do músico e compositir almadense Miguel Berkemeier, que mistura imagens aos sons musicais de violino, guitarra e outros instrumentos, com inspiração na Natureza de Almada, na Arriba Fóssil e no Mundo.

De tarde, os visitantes poderão participar em oficinas, ou assistir a espetáculos de dança, como o tango argentino, ou até experimentar as danças tradicionais europeias num workshop.

Os mais pequenos não foram esquecidos e para eles haverá jogos tradicionais, leitura de contos assegurada pela Bandilivros, mercado de troca de brinquedos das 10h às 13h, .

A feira é organizada pela Câmara Municipal de Almada (CMA) e pela União das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas (UFACPPC).

Os 5 R’s da economia circular

O que é a economia circular ?

A economia circular inspira-se nos ecossistemas naturais, em que o desperdício não existe, sendo toda a “produção” reutilizada indefinidamente pelos ciclos naturais. Neste modelo económico, a cadeia de valor é reformulada de forma a que cada produto, peça ou componente possa ser reintroduzida no sistema através dos vários ciclos de produção – sendo o último, a reciclagem – evitando, desta forma, ao máximo, o desperdício.

O seu oposto é o modelo económico clássico, baseado no princípio de produção e consumo tão baratos quanto possível, que criou uma economia linear assente numa velocidade de extracção de matérias-primas inédita, não acompanhada pela capacidade de regeneração natural da Terra e, na qual a maioria dos produtos são utilizados por um curto período de tempo sendo depois descartados no meio ambiente. Este modelo, pilar do crescimento económico global, não é sustentável e necessita ser substituído para que o planeta sobreviva.

O aumento exponencial da população mundial nas últimas décadas, e as estimativas de crescimento acelerado da classe média dos países em desenvolvimento nas décadas futuras, irá colocar uma pressão ainda maior nos recursos naturais que, actualmente já se aproximam perigosamente do limiar do esgotamento.

Não obstante o papel fundamental das empresas e das instituições nesta mudança de paradigma económico, as acções individuais dos cidadãos serão o que, de facto, irá operar essa mudança. A urgência do tema obriga à mobilização de todos em torno dos objectivos da circularidade.

Respeitar os limites do planeta em geral, da preservação da biodiversidade local e dos recursos naturais em particular, promovendo a eficiência da utilização desses recursos na economia, através de padrões de produção e consumo responsáveis, da prevenção da produção de resíduos, da redução da extracção de recursos materiais e energéticos e, do reaproveitamento dos materiais utilizados no ciclo de vida dos produtos, começa em todos nós. Em suma, as actividades humanas podem também contribuir para a regeneração e reconstrução dos ecossistemas e do património natural.

A circularidade da economia irá traduzir-se, em última análise, na promoção do bem-estar e de uma economia de “serviço” e partilha, derivada da consciencialização crescente e renovação da procura interna direccionada para produtos e serviços circulares. 

Sofia Quintas

Directora e jornalista do Almada Online

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