Casa da Cerca reabre ao público com três novas exposições

O desenho contemporâneo em destaque nas exposições patentes ao público entre 6 de Setembro e 11 de Janeiro de 2026

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A Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea reabre a 6 de Setembro, depois de obras de requalificação no seu interior e exterior, e inaugura três exposições, que dão continuidade à investigação do Centro sobre desenho contemporâneo. Com entrada livre, as exposições ficam patentes ao público até 11 de Janeiro de 2026.

Às 11h poderá participar numa visita orientada, com Sílvia Moreira, que percorre os espaços requalificados da Casa da Cerca, salientando as suas características passadas como casa senhorial, e as actuais, através das novas exposições. A visita não requer inscrição prévia. Às 15h há “Desenho no Jardim” com Sara Simões. A inauguração das exposições acontece entre as 16h30 e as 20h30, com uma performance por Catarina Marques Domingues e Ricardo Ribeiro às 17h. Pelas 18h, haverá DJ Set com João Gomes.

Na nova programação, “o desenho apresenta-se como gesto coreografado, como relação e colaboração com a natureza, e como som que desenha e constrói um espaço”, explica o Centro de Arte Contemporânea em comunicado.

Na Galeria Principal, “História armadura” de Jessica Warboys, apresenta um conjunto de trabalhos de pintura, cinema, performance e escultura. A sua práctica, de carácter intuitivo e ritualístico, convoca mitos, memórias e elementos da natureza — vento, água, areia ou pedras — “que se tornam cúmplices e narradores do processo criativo. O lugar e a obra confundem-se, numa poética onde tempo e matéria se entrelaçam.”

Na Galeria do Pátio e na sala de leitura do Centro de Documentação e Investigação Mestre Rogério Ribeiro, a exposição “Meio-dia. A hora do coração” de Catarina Marques Domingues, exibe os seus livros de artista e os seus desenhos. “O seu desenho aquoso feito na dança entre movimento do corpo da artista e o acaso, que cria manchas onde se reconhecem formas orgânicas, inconscientes e um desenho minucioso feito de finas linhas preta onde o traço é firme e contínuo. Nas suas obras, desenhar é fazer emergir vida e reconhecer no papel a pele comum entre aquilo que somos e aquilo que a natureza nos chama a ser”.

Na Cisterna, João Pimenta Gomes apresenta “Line Array”, uma instalação sonora que reconfigura um sistema de colunas habitualmente usado em grandes salas de espectáculos. “Transpostos para a escala íntima da Cisterna, os equipamentos assumem a forma de escultura desproporcional, que subverte a sua função original. O som, libertado do seu uso técnico, emerge aqui como desvio poético, instaurando novas possibilidades de escuta e de relação com o espaço.”

“Com esta tripla inauguração, a Casa da Cerca reafirma-se como um espaço de reflexão e experimentação em torno do desenho expandido, propondo aos visitantes experiências onde corpo, natureza e som se cruzam em prácticas artísticas singulares”, explica a instituição no mesmo comunicado.

As exposições podem ser visitadas de Segunda a Domingo (encerram aos feriados) até 31 de Outubro, entre as 10h15 e as 20h. A partir de 1 de Novembro das 10h15 às 17h30.

Sofia Quintas

Directora e jornalista do Almada Online

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