Almada | Ciclo de cinema sobre repressão e resistência

Organizado pela Alma Danada Cine-Incrível, até 1 de Julho

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A Alma Danada Cine-Incrível, em Almada Velha dinamiza um ciclo de cinema da Rede de Apoio Mútuo (RAM) de Lisboa sob o tema “Repressão e Resistência”, com sessões de entrada livre às Terças-Feiras, sempre às 21h. As portas do Cine abrem às 20h30.

O Cine-Ram-A iniciou-se a 3 de Junho com o filme “Tutta La Vita Davanti” (2008), de Paolo Virzi, que abordou as formas de trabalho precárias actuais e como se trabalha tanto e se ganha tão pouco. A população desorientada cede a discursos populistas autoritários que desviam o foco do problema para os vizinhos e colegas, tentando quebrar o que resta de solidariedade entre as pessoas.

A 10 de Junho é exibido “Mediterranea” (2015), de Jonas Capignano, que narra a história de dois jovens imigrantes do Burkina Faso, Ayiva e Abas (Koudous Seihon e Alassane Sy, respectivamente) e da sua longa viagem pelo deserto, travessia do mar Mediterrâneo num pequeno barco até chegarem a Rosarno, em Itália. Cheios de sonhos e esperança no futuro, ambos esperam poder encontrar um emprego que lhes permita viver e ajudar as famílias que deixaram para trás. Apresentado no Festival de Cinema de Cannes, marca a estreia na realização da longa-metragem do italo-americano Jonas Carpignano, autor da curta “A Chjàna” (2011), vencedora do Prémio Controcampo Italiano para melhor curta-metragem no Festival Internacional de Veneza.

No dia 17 é a vez de “Sorry we missed you” (2019), de Ken Loach, onde ficamos a conhecer a familia de Ricky, Abby, Sed e Liza Jane. Tudo muda na vida familiar quando Ricky decide aceitar um novo emprego como entregador de encomendas e convence Abby, enfermeira domiciliar, a vender o carro da família para poder comprar uma carrinha. O stresse do emprego novo e a falta de tempo com que Abby fica para os seus pacientes por não ter carro vão aumentar a tensão entre todos.

Finalmente, a 1 de Julho, a encerrar o Cine-Ram-A, poderá assistir a “Pride” (2014), de Matthew Warchus, que conta a história da fundação e primeiros anos da associação inglesa “Lésbicas e Gays Apoiam os Mineiros” (LGSM). Entre seus primeiros membros estão Joe Cooper, de 20 anos, e um casal gay mais velho, Jonathan Blake e Gethin, cuja livraria, Gay’s the Word , é usada como sede. O LGSM enfrenta a homofobia da comunidade mineira e a indignação de pessoas gays que foram maltratadas por mineiros no passado. O activista gay Mark Ashton, seu fundador, ao assistir ao noticiário sobre a greve dos mineiros galeses de 1984, percebe que a polícia parou de assediar a comunidade gay para assediar os mineiros. Espontaneamente organiza uma colecta para os mineiros durante a Parada do Orgulho Gay em Londres.

Sofia Quintas

Directora e jornalista do Almada Online

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