Almada e Oeiras vão apresentar proposta para ligação fluvial entre a Trafaria e Algés
Objectivo é “melhorar a ligação entre margens e reduzir tráfego rodoviário na Ponte 25 de Abril”
Os municípios de Almada e Oeiras vão apresentar uma proposta conjunta à Área Metropolitana de Lisboa (AML) e ao Governo para a criação de uma ligação fluvial entre a Trafaria e Algés, anunciaram na passada Segunda-Feira 2 de junho, os dois municípios.
“Os municípios comprometeram-se a trabalhar em parceria no curto prazo, no sentido de elaborar uma proposta conjunta a apresentar à Área Metropolitana de Lisboa e ao Governo”, lê-se nos comunicados enviados pelas câmaras.
Nas notas, as autarquias referem que a possibilidade de criação de uma ligação fluvial entre a Trafaria e Algés foi debatida numa reunião matinal entre a presidente da Câmara de Almada (CMA), Inês de Medeiros (PS), o presidente da Câmara de Oeiras (CMO), Isaltino Morais (independente), e a presidente da Transtejo, Alexandra Carvalho, realizada nos Paços do Concelho almadense.
A criação de uma ligação fluvial entre a Trafaria e Algés, indicam, visa dar resposta, por um lado, “à necessidade de melhorar a ligação entre margens e reduzir o tráfego rodoviário na Ponte 25 de Abril” e, por outro lado, “corresponder aos diferentes projectos de mobilidade previstos actualmente na Área Metropolitana de Lisboa (AML)”.
Do lado de Almada, o projecto é a expansão do Metro Sul do Tejo à Costa da Caparica e à Trafaria, cujo futuro traçado terá uma extensão extra de 7,16 quilómetros e 10 novas estações: Pêra, Várzea de Pêra (com ligação ao Funchalinho), Centro da Costa da Caparica, Parque Urbano da Costa da Caparica, Santo António, São João, São Pedro, Madame Faber/Matas Nacionais, Bombeiros Voluntários da Trafaria e Estação Fluvial da Trafaria.
Em Julho de 2024, o então ministro das Infraestruturas Miguel Pinto Luz, disse esperar que as obras para a extensão do Metro Sul do Tejo à Costa da Caparica e à Trafaria possam arrancar dentro de cinco a sete anos.
Do lado de Oeiras está prevista a extensão do eléctrico 15 ao Jamor e o desenvolvimento do metro ligeiro de superfície LIOS (Linha Intermodal Ocidental Sustentável) que irá ligar Oeiras a Algés, com extensão à Reboleira, na Amadora, e ao Colégio Militar, em Lisboa.
Esta é uma proposta apenas compreensível em ano de autárquicas, visto que há muito que a Transtejo deixou de ser uma opção fiável e regular na mobilidade pública dos almadenses, apresentando frequentes supressões nas suas ligações a Lisboa e interrupções no serviço prestado. A actual estação fluvial de Cacilhas terá de ser transferida para uma nova localização, para assim porder ser electrificada, por forma a acolher um posto de carregamento destinado à nova frota eléctrica da Transtejo. Os planos da autarquia seriam que esta ocupasse o actual local do Clube Náutico de Almada, não se sabendo onde este iria ser localizado no futuro.
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