Buzinão de protesto na ponte 25 de Abril contra aumento dos combustíveis
Longas filas nos acessos em plena hora de ponta
O acesso à Ponte 25 de Abril, junto ao Pragal, foi palco na manhã desta Segunda-Feira 7 de Setembro, de um forte protesto rodoviário. Centenas de automobilistas juntaram-se num buzinão ruidoso, para demonstrar indignação contra o aumento contínuo do preço dos combustíveis, atrasando significativamente o trânsito em direcção a Lisboa.
A iniciativa, com apoio da Associação de Utentes da Ponte 25 de Abril, arrancou perto das 8h, coincidindo com o pico da hora de ponta matinal. Chegar à outra margem demorou esta Segunda-Feira mais 30 a 45 minutos, contabilizando no total cerca de uma hora para a maioria dos condutores afectados. As filas na via de acesso ao Pragal acumularam-se rapidamente estendendo-se por vários quilómetros. O trânsito fluiu lentamente e sob barulho ensurdecedor.
O objectivo dos manifestantes passou por exigir uma intervenção urgente do Governo para travar a escalada de preços da gasolina e do gasóleo, uma factura que, segundo os organizadores, se tornou insustentável para as famílias da Margem Sul quando somada ao custo diário das portagens.
À SIC Notícias, Aristides Teixeira, responsável da Associação de Utentes da Ponte 25 de Abril, apontou armas a uma inacção do governo. “[Luís] Montenegro declara guerra ao nosso direito a uma vida digna ao nada fazer para conter o preço dos combustíveis e aliviar as famílias portuguesas”, disse. “Nós pagamos metade do ordenado mínimo nacional por ano em portagens”, afirmou, notando ainda que estes valores podem chegar ao equivalente a um salário mínimo para quem passar na Ponte Vasco da Gama.
“As medidas urgentes que o Governo tem de tomar são a suspensão do ISP e do IVA sobre os combustíveis, a suspensão das portagens, apoios às empresas distribuidoras de bens essenciais e a aplicação de IVA zero nos alimentos e medicamentos”, explicitou o responsável sobre as exigências da associação.
Apesar do forte condicionamento de trânsito registado nas principais vias de Almada durante o protesto, não houve registo de incidentes graves, tendo a iniciativa terminado ao final da manhã.
Os preços dos combustíveis atingiram um novo máximo desde o início da guerra EUA-Irão, chegando aos 2,17 euros por litro, no caso do gasóleo, e aos 2,12 euros por litro na gasolina.
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