Exposições a decorrer em Almada
Abrigue-se do tempo frio numa das sugestões deste roteiro cultural
Com as temperaturas mais baixas e a chuva de um Inverno que se anuncia, sabe bem aproveitar a cultura patente dentro de portas e visitar uma exposição com a família ou os amigos. São muitas as exposições a decorrer no concelho, o difícil vai ser escolher.
“Semear as Terras, Alar do Mar” | até 28 de Março de 2026 no Convento dos Capuchos, na Caparica
Esta é uma mostra dedicada à agricultura nas Terras da Costa e à pesca na Costa de Caparica, que resulta de um trabalho cooperativo com pescadores e agricultores caparicanos.
A exposição reúne testemunhos, retratos e ferramentas de trabalho, explorando a memória colectiva e os desafios actuais destas comunidades. Inclui fotografias de autor, assim como espólios pessoais e acervos históricos, oferecendo uma perspectiva alargada sobre o passado, o presente e o futuro destas profissões.
Sob a curadoria de Diana Pereira, a exposição conta ainda com o trabalho artístico de Luís Pavão, Pedro Loureiro, Rita Cortez Pinto e Rita Ribeiro Silva; e com uma investigação interdisciplinar dos especialistas César Mendes, Felipe Alvarado, Francisco Silva, Guilherme Pereira e Luís Mendonça de Carvalho.
Um convite para reflectir sobre a profunda ligação entre comunidades, território e trabalho.
Realizada pela Ensaios e Diálogos Associação (E-DA), a exposição é parte integrante do projeto TERRAMAR, no âmbito do PRR OIL 2 – Costa da Caparica, Agroparque Terras da Costa e do Mar, da Câmara Municipal de Almada (CMA).
De Terça a Sábado das 10h às 13h e das 14h às 18h. Encerra Domingos e feriados.

“Jacka”, de Judas Barreto | até 28 de Março de 2026 no Convento dos Capuchos, na Caparica
O projecto da exposição nasceu do diálogo entre pintura e poesia, unindo a obra literária de António Barreto, conhecido como “Jacka”, às interpretações visuais da sua filha.
No conjunto de obras, as cores vibrantes e os traços expressivos de Jubas encontram a voz poética de Jacka, revelando a profundidade e abrangência da experiência luso-africana, da intimidade familiar à dimensão comunitária.
As telas de grandes dimensões, marcadas por pinceladas intensas e intuitivas, dialogam com os poemas originais, oferecendo-lhe uma experiência sensível e intimista. “Jacka” celebra a memória, a ancestralidade e a identidade cultural de Almada, através desse plural encontro de culturas, gerações e linguagens artísticas.
De Terça a Sábado das 10h às 13h e das 14h às 18h. Encerra Domingos e feriados.

“Pão Nosso” | até 28 de Março de 2026 no Museu de Almada – Casa da Cidade, na Cova da Piedade
Esta é uma história sobre o Pão em Almada, que nasce da terra e do trabalho humano. Fala-se dos cereais que aqui cresceram, dos solos que os acolheram, do amanho paciente da terra e do cuidado com as espigas para a engorda do grão, da ceifa e da debulha. De seguida, era o milagre da transformação do grão em farinha — com a ajuda dos antigos moinhos manuais, de vento e de maré – até à farinação industrial.
Com três núcleos – Terras de Pão, Transformar o grão e Um pão para cada boca – peças, documentação, fotografia, cereais e audiovisuais organizados contam a história que cruza as memórias de um passado rural recente com os testemunhos da produção e do armazenamento do grão, da luta pelo sustento, das padarias de bairro e da experiência quotidiana, simples e partilhada, de fazer, comer e saborear pão quente.
Mais do que um alimento, o pão é aqui lembrado como base de sustento e da vida, como símbolo de partilha e de sobrevivência. Redescubra valor essencial do pão como raiz e destino, corpo e memória de um território.
Dia 13 de Dezembro às 15h realiza-se a oficina “Sigam aquele pão”, destinada a famílias com crianças maiores de 6 anos. Seguindo o ciclo do pão, poderá descobrir como se organiza e funciona uma cidade. As inscrições devem ser feitas até 48h antes da actividade para museus.comunica@cm-almada.pt
A 20 de Dezembro também às 15h, realiza-se uma visita guiada à exposição destinada a todos com mais de 12 anos, com mediação de Ângela Luzia. Deve também inscrever-se no mail mencionado acima.
De Terça a Sábado das 10h às 13h e das 14h às 18h. Encerra Domingos e feriados.

“António José Gomes: Capturar a Vida, fixá-la no ato de viver” | até 28 de Março de 2026 no Museu de Almada – Casa da Cidade, na Cova da Piedade
No espaço Conta-me Histórias do Museu de Almada pode ver a exposição dedicada a um dos maiores industriais moageiros do seu tempo. A mostra partilha a ligação de António José Gomes à comunidade onde nasceu, o empenho em melhorar a Cova da Piedade, apoiar a comunidade associativa e escolar e garantir melhores condições de trabalho e de vida para as pessoas que trabalhavam na sua fábrica.
Através do acervo e de um pequeno espólio, fique a conhecer a realidade que o próprio observou e decidiu registar, como fotógrafo amador, entre o final do século XIX e o início do século XX.
De Terça a Sábado das 10h às 13h e das 14h às 18h. Encerra Domingos e feriados.

“O Sonho de Habitar a Concha” de Madalena Marques | até 10 de Janeiro de 2026 no Solar dos Zagallos, na Sobreda
Um conjunto de esculturas em cerâmica, da artista Madalena Marques, explora o tema do abrigo enquanto imagem simbólica. Inspirado na obra “A Poética do Espaço”, de Gaston Bachelard, o título evoca a concha como arquétipo primitivo da casa – expressão da necessidade íntima de recolhimento e refúgio que acolhe o sonho.
De Terça a Sábado das 10h às 13h e das 14h às 18h. Encerra Domingos, Segundas e feriados.
Escombros Ecoantes, de Ticiano Rottenstein | até 10 de Janeiro de 2026 no Solar dos Zagallos, na Sobreda
A mostra é um convite para uma imersão poética no processo de arruinamento do mundo contemporâneo, através de esculturas e instalações criadas com refugos industriais. A exposição explora as tensões entre Entropia e Sintropia, Antropoceno e Simbioceno, despertando reflexões e ensinamentos que ecoam do silêncio das ruínas, ao mesmo tempo em que evidencia a força transformadora da metamorfose.
De Terça a Sábado das 10h às 13h e das 14h às 18h. Encerra Domingos, Segundas e feriados.
“Cadeiras Mutantes”, de Francisco Silva | até 21 de Dezembro no Teatro-Estúdio António Assunção, em Almada
Numa sociedade consumista os objectos são descartados e rapidamente substituídos por outros com a mesma funcionalidade. Armários, colchões, cadeiras e utensílios domésticos, formam amontoados de lixo que pontuam a paisagem urbana, criando um ecossistema propício ao entrecruzamento entre diferentes espécies de cadeiras, até à geração de cadeiras mutantes.
A instalação artística é composta pela assemblagem de peças de cadeiras recolhidas na floresta de betão e transformadas em assentos funcionais. Ao público é proposta uma experiência sensorial que passa por, para além de observar, sentar-se em cada uma das cadeiras vivenciando e comparando diferentes sensações, mergulhando no maravilhoso habitat das cadeiras mutantes.
De Quarta a Sábado das 15h às 18h30 e durante a programação do teatro.
“A Graça da Desgraça : comédia e tragédia em Mário Viegas | até 21 de Dezembro no Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada
Figura incontornável do teatro português, Mário Viegas explorou as fronteiras entre comédia e tragédia, com um ênfase particular no humor negro, uma invulgar capacidade de visceralidade e um certo surrealismo. A exposição procura seguir essas linhas do percurso artístico de Mário Viegas, a partir do importante espólio que aquele ator doou ao Museu Nacional do Teatro e da Dança.
Saiba mais aqui.
Quinta a Sábado das 12h às 21h30 e Domingos das 12h às 19h.
“Arte e Criatividade” | até 12 de Dezembro, no átrio da Blioteca Municipal José Saramago, no Feijó
Nesta exposição pode apreciar os trabalhos seleccionados da 32ª edição do Concurso “Arte e Criatividade”. Esta é uma iniciativa que reúne arte, inclusão e cidadania e que mostra ao público 20 obras seleccionadas de pessoas com deficiência, necessidades educativas específicas ou experiência de doença mental.
A edição deste ano do concurso teve mais cem participações de participantes individuais ou de instituições do concelho e do país. As obras expostas exploram técnicas variadas, como pintura, escultura, croché, colagem e trabalhos em materiais mistos, revelando a criatividade dos autores.
De Segunda a Sábado das 10h às 18h

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Almada, arte, Convento dos Capuchos, Cultura, Exposições, Museu de Almada - Casa da Cidade, Solar dos Zagallos, Teatro Municipal Joaquim Benite, Teatro-Estúdio António Assunção
