Feijó | Pôr as Ideias no Papel
Exposição fica patente durante um ano e pode ser visitada de Segunda a Sábado entre as 10h e as 13h e, as 14h e as 18h
A partir de hoje, 11 de Dezembro, está patente no átrio da Biblioteca Municipal José Saramago, no Feijó, uma exposição que evoca a arte tipográfica no concelho, através da exposição de três objectos que testemunham a actividade de “Pôr as Ideias no Papel”: uma guilhotina manual, um agrafador e uma impressora plano cilíndrica Rapida Comercial, provenientes da antiga tipografia Delma e datados entre 1900 e 1950.
No final de oitocentos existem já em Almada pequenas tipografias associadas a jornais locais, como “O Almadense” (o original), “O Sul do Tejo” ou “O Puritano”, que asseguram também os chamados trabalhos comerciais. É uma “arte suja” que exige o domínio da composição a “cheio”, junção de caracteres/tipos de metal ou madeira, formando palavras, linhas e parágrafos, ou “de fantasia”, mais minuciosa, tipo a tipo, com uma ou mais cores; da montagem do material composto para a máquina; da impressão, por prensagem directa da folha, através de elementos planos em relevo; do acabamento, embalagem e distribuição.
Ao longo do século XX, a tipografia assegura a difusão de ideias e notícias, mas também o fornecimento dos impressos e documentação de registo necessários ao funcionamento e gestão dos serviços, públicos ou privados.
Apesar da generalização do offset a partir de meados da década de 1960 e, da composição digital, nas oficinas é comum a coexistência das antigas máquinas de composição e impressão física de textos e imagens, com o novo processo físico-químico de duplicação fotográfica em películas para impressão, cabendo à mestria dos tipógrafos a rentabilização dos diferentes recursos, em função da diversificação do trabalho e das necessidades do mercado.
Em Almada, entre outras tipografias e com diferentes dimensões, sobressaem a Triunfadora (1932), Gráfica Almadense (1952), Tipografia Machado (1953), Silgráfica (1960), Delma (1961), Gráfica Progressiva de Cacilhas (1972), Trevo (1973), Batista & Vieira (1978, em actividade), Ideal de Cacilhas (1985), a Clássica (1976), Gráfica de Santo António (1986, em actividade), A.C. Camacho (1995, em actividade) e a Tipografia Lobão (1995, em actividade).
Esta mostra é um exemplo da memória da arte de colocar as ideias no papel, guardadas nas diferentes máquinas, equipamentos, publicações e documentação que, por doação ou recolha, integram as colecções do Museu de Almada e do Arquivo Histórico Municipal.
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