Costa da Caparica | Reposição de areia nas praias retomada
9 milhões de euros para mitigar a erosão costeira e os galgamentos de mar
Os trabalhos de reposição das areias nas praias da Costa e São João da Caparica, foram retomados hoje, 16 de Abril, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
O processo vai obrigar a que as zonas intervencionadas sejam interditas aos banhistas, sendo o seu fecho faseado: à medida que os trabalhos terminam numa praia, essa é reaberta, sendo depois intervencionada a seguinte.
Os trabalhos estão a ser efectuados de Norte para Sul, iniciando-se na praia de S. João da Caparica e terminando na Nova Praia. As primeiras operações começaram hoje na zona de S. João da Caparica, e no total o prazo de execução estender-se-á até Junho.
A obra recomeçou com a recolocação da linha de repulsão de areia na praia de S. João da Caparica, um trabalho que deverá estar concluído até ao final desta semana. Para a semana, está previsto o início dos trabalhos de repulsão de areia com dragas. Ainda em Abril, começam as intervenções nas praias de Santo António, do Tarquínio-Paraíso e do Dragão Vermelho, seguindo-se a Praia Nova e a Nova Praia entre Maio e Junho, de acordo com o planeamento da APA, publicado pela Câmara Municipal de Almada (CMA).
Esta é uma obra que tem por objectivos mitigar a erosão costeira e o risco para pessoas e bens, melhorar a estabilidade da linha de costa, reduzir a vulnerabilidade ao galgamento e à inundação, e proteger obras de engenharia costeira, como os esporões.
Segundo informação da APA, o processo é retomado agora tendo em conta a “previsão de condições de agitação marítimas favoráveis”. A empreitada estava suspensa desde Novembro do ano passado, “por ausência de condições meteorológicas que possibilitassem garantir a segurança dos trabalhos e os objectivos propostos”.
Aprovada pelo Governo a 26 de Fevereiro de 2025 e consignada pela APA a 25 de Setembro do mesmo ano, a obra é também da responsabilidade da Administração do Porto de Lisboa (APL) e representa um investimento total de 8,9 milhões de euros (ME), sendo financiada por fundos europeus, através do Programa Temático para a Acção Climática e Sustentabilidade (PACS), e pelo investimento da Administração do Porto de Lisboa. S.A..
Os trabalhos, com o prazo de execução de 60 dias, contemplam a alimentação da praia emersa, com um volume total de 1.000.000 metros cúbicos, acrescenta a agência na informação divulgada. A zona de empréstimo dos sedimentos localiza-se na entrada do estuário do Tejo, mais precisamente no Canal da Barra Sul.
Os danos causados pelo mau tempo entre Outubro e Fevereiro no litoral de Portugal continental obrigam a um investimento de111 milhões de euros, dos quais 15 milhões para aplicar antes do Verão, segundo um relatório divulgado a 11 de Março pela APA, que alertava para uma recuperação “lenta e gradual” das praias.
O investimento pretende responder aos “impactos significativos na faixa costeira de Portugal continental” decorrentes dos efeitos das tempestades de Janeiro e Fevereiro – Ingrid, Joseph, Kristin, Leonardo e Marta –, entre danos em infraestruturas, estruturas de protecção costeira, recuo da linha de costa e alterações na morfologia das praias.
Também esta Quinta-Feira, terminou a interdição de circulação automóvel e pedonal na via principal de acesso às praias da Costa da Caparica, entre a praia do Rei e a praia da Bela Vista, que esteve em vigor nos últimos dois meses devido à conclusão dos trabalhos de pavimentação da primeira fase da empreitada de melhoramento dos acessos às praias.
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