Há sempre qualquer coisa que está para acontecer

Baixar a fatura da água, baixar a conta da luz, baixar o preço da bilha do gás, aumentar as reformas e os salários. Um dia vai acontecer e temos que fazer por isso! 

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Por agora a realidade é outra e dói, aumentam os combustíveis, aumentam os preços dos bens essenciais indispensáveis ao dia a dia, o que traz “Inquietação” à vida das pessoas. 

Em Almada acontecem aumentos e reduções que não deviam existir. Não consigo compreender como eleitos que estão tão atentos aos perigos que espreitam, são também portadores de más notícias. 

Falemos em primeiro lugar das reduções, e de um corte na participação cidadã. Aconteceu já no passado dia 16 de Março, com os munícipes que tinham intenção de se inscreverem para usar da palavra na reunião pública da Câmara Municipal de Almada, uma prática normal em Almada nos últimos 50 anos. Mas, eis que receberam da parte da Sra Presidente Inês de Medeiros a informação que a reunião não teria período de intervenção dos cidadãos

Foi noticiado pela Lusa, que a “Sra. Presidente justificou esta medida com o facto de haver necessidade de reforçar o trabalho interno do executivo para apreciação técnica de propostas”

Fica para a história que, depois de muitos anos com reuniões quinzenais com participação do público, a Sra Presidente da Câmara e o executivo camarário resolveram limitar a participação das pessoas a apenas a uma reunião por mês. É do conhecimento público que este é o terceiro e último mandato da Sra Presidente Inês de Medeiros, que péssima medida para a despedida.

O segundo apontamento e descontentamento vai para o aumento que a CMA decidiu aplicar na anuidade dos ossários, que passou de 6,52 € para 78,77 €, assim, sem aviso prévio e sem qualquer tipo de escalonamento.

Uma Câmara amiga, um executivo preocupado com o fraco poder de compra dos seus concidadãos, já penalizados com o custo de vida, não procederia assim burocratica e superiormente. Se para alguns este é um valor irrisório, para a maioria (sobretudo os mais idosos que vão ser os mais penalizados), que quer manter os restos mortais dos entes queridos dos quais guardam recordações, é agora confrontada com esta medida, que mexe com os seus sentimentos.

Porquê? Quando nos períodos eleitorais são feita declarações que as pessoas estão primeiro, que vão ouvir as pessoas para se inteirarem dos seus problemas? Porquê reduzir o tempo de intervenção ?

Porquê, sabendo das dificuldades monetárias, sobretudo das pessoas com mais idade e com reformas baixas, proceder a um aumento desta natureza sem apresentar um escalonamento para esse aumento? 

Exige-se transparência, e reclama-se que a Câmara Municipal de Almada não reduza o tempo de participação dos cidadãos.

Luis Filipe Pereira

Arsenalista. Ex-autarca pelo BE. Reformado activo.

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