Governo autoriza despesa de 11 ME para recargas de areia das praias da Costa da Caparica
Medida está englobada em obras prioritárias de proteção e defesa do litoral
O Governo aprovou a 26 de Fevereiro, em Conselho de Ministros, uma resolução que autoriza a realização de despesa para a alimentação artificial das praias da Costa da Caparica no valor de 11 milhões de euros (ME).
O anúncio foi feito no final da reunião pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, que explicou que esta operação “é muito importante para a segurança de pessoas e bens” que frequentam as praias do concelho de Almada. O governante explicou que a resolução aprovada hoje autoriza uma despesa de cerca de 11 ME.
No início de Janeiro deste ano, o Governo, através do Ministério do Ambiente, já tinha anunciado que ia investir 20,2 ME em obras prioritárias de protecção do litoral, nomeadamente para estabilizar arribas, proteger infraestruturas costeiras e reforçar as praias mais vulneráveis.
Numa nota, o Ministério do Ambiente e Energia destacou que 13,9 ME serão suportados através do Fundo de Coesão/Sustentável 2030, que aprovou o financiamento de 12 candidaturas para intervenções de proteção e de defesa do litoral, “que combinam engenharia avançada com soluções baseadas na natureza, promovendo a adaptação climática e a gestão sustentável do litoral”.
Uma das intervenções previstas é a alimentação artificial de areia nas praias da Costa da Caparica e de S. João da Caparica, que visa reforçar a “resiliência costeira na Área Metropolitana de Lisboa, assim como o desassoreamento da Lagoa de Albufeira, melhorando a circulação de águas, e a reposição de sistemas naturais e minimização de risco na Praia da Califórnia e no Portinho da Arrábida”.
Em Julho do ano passado, a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho tinha admitido que as recargas de areia das praias da Caparica são fundamentais para preservar aquele património natural, e reconheceu que se trata de um processo longo e contínuo que é preciso manter.
Na ocasião, a presidente da Câmara Municipal de Almada (CMA), Inês de Medeiros (PS), apelou à tutela no sentido destas recargas serem feitas durante o ano de 2025.
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