Almada | Manifestação da CGTP

Dia 15 de Dezembro às 9h30, da Rotunda dos Bancos até aos Paços do Concelho

A semana de luta da CGTP por aumentos salariais de 10% e a fixação do salário mínimo nacional em 850 euros arrancou no dia 10, estando previstas manifestações em vários distritos do país.

A intersindical tem apelado à intensificação da luta e à mobilização dos trabalhadores e pensionistas para participarem nesta semana de luta até 17 de Dezembro, que prevê acções nos locais de trabalho, empresas e serviços, tanto no sector público como no privado.

Segunda-Feira houve manifestações em Alcácer do Sal, Seixal e Évora, Terça-Feira em Beja e, hoje Quarta-Feira em Braga, Porto, Coimbra, Leiria, Santarém, Setúbal e Covilhã.

Segue-se na Quinta-feira uma manifestação em Almada, na Sexta-Feira manifestações em Portalegre e em Lisboa e, no Sábado, em Faro e em Aveiro.

A semana de luta foi anunciada a 26 de Outubro numa conferência de imprensa pela secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, em Lisboa.

Isabel Camarinha avisou que a luta iria intensificar-se perante as opções do Governo para a valorização salarial dos trabalhadores e dos pensionistas que, no seu entender, não servem para repor o poder de compra face ao aumento dos preços e ao “aproveitamento que está a ser feito pelos grandes grupos económicos”.

Para a CGTP, os acordos assinados entre o Governo e as estruturas da UGT, tanto na Concertação Social como com os sindicatos da função pública, aos quais a CGTP não se vinculou, vão resultar num “autêntico corte” dos salários face ao custo de vida.

O acordo de médio prazo assinado na Concertação Social no início do mês de Dezembro com os parceiros sociais, à excpeção da CGTP, prevê um referencial de aumentos salariais de 5,1% para 2023 e fixa o salário mínimo nacional em 760 euros (face aos actuais 705 euros).

Para a função pública estão previstos aumentos salariais de pelo menos 52 euros em 2023.

A CGTP reivindica aumentos salariais de 10% com um mínimo de 100 euros por trabalhador e a fixação do salário mínimo nacional em 850 euros.

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Sofia Quintas

Directora e jornalista do Almada Online