Miguel Oliveira despediu-se do público português em 14º lugar
Piloto almadense recebeu forte ovação por parte dos fãs e dos pilotos na recta da meta do Autódromo Internacional do Algarve
Milhares de fãs deslocaram-se ao Algarve na esperança de ver o piloto português brilhar, numa última participação sua no Grande Prémio de Portugal de MotoGP. Miguel Oliveira terminou em 14º lugar, mas a ovação do público e pilotos na recta final da prova foi como se a tivesse vencido.
Esta foi a penúltima ronda da temporada da categoria rainha do motociclismo de velocidade de 2025, depois de Valência (14-16 de Novembro), Miguel Oliveira ruma ao mundial de SuperBikes em 2026.
O “falcão” disputa a sua sétima temporada no MotoGP, tendo já prevista a passagem para o Mundial de Superbikes (motas derivadas de série) a partir de 2026, com a BMW, e contou com a presença da mulher e da filha no “gride” para o saudarem e lhe entregarem a bandeira nacional portuguesa.
A cerimónia começou com a descida de vários paraquedistas, que envergaram a bandeira lusa, abrindo caminho para a entrada na pista de uma enorme Caravela Portuguesa.
O piloto luso partiu do 19.º lugar da grelha de partida, ao ter falhado no Sábado a passagem à segunda fase da qualificação, enquanto o italiano Marco Bezzecchi (Aprilia) largou da pole position.
Na 21.ª prova do Mundial, Bezzecchi conseguiu aquilo que o português fez no Autódromo Internacional do Algarve (AIA) em 2020, liderando desde a partida até terminar com 2,853 segundos de vantagem sobre o espanhol Alex Márquez (Ducati), segundo, e 3,188 sobre o também espanhol Pedro Acosta (KTM), terceiro.
O espanhol Marc Márquez (Ducati), ausente desta prova por lesão, que já era campeão desde o Japão, tem agora 100 pontos de vantagem sobre o irmão Alex, que é segundo, com Marco Bezzecchi a ficar a dois pontos de garantir o terceiro lugar do campeonato.
No final da prova, Oliveira fez questão de pegar na bandeira e dar voltas extra ao circuito do Autódromo Internacional do Algarve, acabando por se emocionar no momento de chegar às boxes, onde tinha à sua espera os filhos e a mulher.
“A homenagem foi um momento ímpar e emotivo. Tem o simbolismo daquilo que nos lançou para o mundo, como a caravela portuguesa, e equiparar a minha trajetória desportiva a isso, simbolicamente ter sido entregue por uma criança [a filha] uma bandeira de Portugal, foi um momento muito bonito, muito emotivo e acho que foi merecido também.”, disse o piloto aos jornalistas.
“O maior reconhecimento foi também o de ver todos os meus colegas a aplaudirem-me e a reconhecerem toda esta trajetória. O mais alto reconhecimento que procuramos é o dos nossos pares, e isso consegui ter.”, acrescentou.
Oliveira já leva 116 corridas disputadas em MotoGP, contando cinco triunfos (Estíria, Algarve, Catalunha, Indonésia e Tailândia), sete pódios e uma pole position, precisamente no ano da vitória em Portimão, em 2020.
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