Miguel Oliveira em 14º no 100º GP da sua carreira
Piloto português conquista dois pontos na prova de abertura do Mundial de MotoGP 2025
O piloto almadense Miguel Oliveira (Yamaha) terminou hoje na 14ª posição a prova de abertura do Mundial de MotoGP, o Grande Prémio da Tailândia, que se realizou no circuito de Chang, em Buriram. Esta foi a 100ª prova e o início da sua sétima temporada na categoria rainha, ganha pelo espanhol Marc Márquez (Ducati). Oliveira esteve fora dos pontos até às últimas cinco voltas, resistiu, percebeu o que ia acontecendo à sua frente e terminou a prova a somar dois pontos.
O piloto português arrancou na 17ª posição da grelha, cortou a meta a 26,097 segundos do vencedor, com o espanhol Alex Márquez (Ducati) em segundo, a 1,732 segundos do irmão, e o italiano Francesco Bagnaia (Ducati) em terceiro, a 2,398 segundos.
Com estes resultados, Marc Márquez tornou-se no primeiro piloto a vencer na estreia pela equipa oficial da Ducati desde Casey Stoner em 2007 e lidera o campeonato, com 37 pontos, mais 35 do que Miguel Oliveira.
Antes, Miguel Oliveira havia terminado em 16º lugar a corrida sprint do Grande Prémio da Tailândia de MotoGP, primeira das 22 provas do Campeonato do Mundo de Velocidade deste ano.
Oliveira, que largara da 17ª posição da grelha de partida, concluiu a prova a 19,569 segundos do vencedor, o espanhol Marc Márquez (Ducati), que bateu o irmão Alex Márquez (Ducati) por 1,185 segundos, com o italiano Francesco Bagnaia (Ducati) em terceiro, a 3,423.
Miguel Oliveira lamentou as dificuldades de aderência no pneu dianteiro durante a corrida e, em declarações divulgadas pela equipa Pramac, o piloto natural de Almada disse ter “lutado um pouco, sobretudo com a dianteira da mota”, em que sentiu pouca confiança por “falta de aderência”. “Pensei que a pressão estivesse muito elevada mas, na verdade, estava boa. De qualquer forma, essa falta de confiança ao soltar os travões nas curvas custou-me bastante”, frisou.
“Sabia que ia ser uma corrida muito complicada pelo calor e por termos tantas motas à nossa frente. Pensei que no final as coisas fossem um bocadinho mais a meu favor e foi isso que aconteceu, com o pelotão a ficar mais desgastado. Acredito que consegui beneficiar um bocadinho disso. Estou em boa forma física, cheguei perto para ultrapassar. Mas, desde início, tive uma limitação enorme com o pneu dianteiro, a escorregar practicamente em cada curva, a mota estava muito pesada e não consegui virar para poder fechar as trajectórias. Foi muito complicado gerir assim. Quando a mota ficou um bocadinho mais leve, consegui mantê-la numa trajectória mais curta e apertada, e tentar depois gerir o desgaste do pneu traseiro. Não fui muito rápido, mas consegui manter o ritmo”, declarou.
Miguel Oliveira lamentou, ainda, a posição na grelha de partida (17º), que afectou a progressão durante a corrida. “Tendo em conta que comecei tão atrás, ter terminado a apenas seis segundos atrás do Fabio Quartararo (Yamaha) não foi muito mau e o meu ritmo não foi horrível”, reconheceu.
Contudo, o piloto luso, de 30 anos, admitiu que, “neste momento”, ainda estão atrás dos pilotos do topo da classificação. “O que temos de fazer é usar as primeiras Yamaha como referência e já tinha dito que estávamos a cerca de 0,250 segundos por volta do ritmo do Fabio [Quartararo]”, disse ainda.
A corrida sprint foi vencida pelo espanhol Marc Márquez (Ducati), que volta a liderar o Mundial pela primeira vez desde o final de 2019, quando conquistou o seu sexto e último título de campeão do mundo. Esta é a primeira vez desde o GP de Valência de 2019 que Márquez lidera o Mundial de Pilotos. O piloto catalão dominou a prova de abertura do campeonato, ao garantir a pole position na sessão de qualificação disputada no Sábado antes de dominar a corrida sprint de fio a pavio.
No fim-de-semana de 14 a 16 de Março, o MotoGP vai até à Argentina, numa prova que Miguel Oliveira encara “de mente aberta”: “É um circuito onde não temos travagens tão fortes, não temos este extremo de ter de parar muito a mota a direito, que é uma das maiores dificuldades. Mas temos tudo o resto. Daquilo que estou a perceber, precisamos das boas condições para podermos usufruir bem da viragem da mota. Se não houver esse ‘grip’ será muito complicado, tal como hoje”.
Miguel Oliveira completou, este domingo, 100 Grandes Prémios na sua carreira, marca que não deixou passar em branco. “É preciso cá estar para os fazer. A verdade é que já devia ter sido há mais tempo. Sinceramente, sinto que estou pronto para começar novamente, 100 não parecem nada”, rematou.
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