O Almada Online errou
Pedimos desculpa aos nossos leitores
No dia 21 de Janeiro, o Almada Online noticiou que homens armados tinham entrado na escola EB 2/3 da Trafaria a disparar para o ar. Temos como regra na redacção nunca noticiar nada que apenas o Correio da Manhã (CM) publique. Neste caso lemos a notícia noutros orgão de comunicação, que até ao momento considerávamos fontes credíveis, como o Jornal de Notícias (JN).
Tentámos confirmar os factos com o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) de Setúbal, que faz o encaminhamento e activação de meios por região das chamadas do 112, sem o conseguirmos. Aqui tinhamos duas opções: ou publicávamos a notícia ou não a publicávamos até conseguir confirmar os factos. Decidimos publicá-la ainda assim, dado a sua gravidade e o número de famílias impactadas.
Preocupou-nos sobretudo a notícia original mencionar que as crianças tinham sido confinadas nas salas por motivos de segurança, o que apenas acontece em casos de emergência, e que alguns pais ainda não sabiam se as suas crianças estavam livres de perigo. Queríamos noticiar que estavam todos bem e não havia feridos a registar. Fomos inocentes ao pensar que algo desta natureza não se inventa. Errámos. Afinal inventa, sinal dos tempos em que vivemos, e em que a informação fidedigna e rigorosa é de extrema importância.
É basilar, nas regras do bom jornalismo, não publicar notícias sem verificar factos e fontes, daí por vezes as nossas notícias demorarem um pouco mais.
Neste caso, tentámos por todos meios e durante vários dias, confirmar a informação. Contactámos familiares que comentavam a notícia no Facebook, e afirmavam ter os seus filhos naquela escola e que tinha havido disparos. Sem sucesso. Ou não nos responderam ou recusaram-se a entrevistas presenciais. Tentámos contactar a GNR. Sem sucesso.
Os desmentidos foram surgindo. Primeiro por parte da presidente da Câmara Municipal de Almada, com base num relatório da GNR, ao qual não tivémos acesso. Seguidamente pelo director da escola e pelo Jornal de Notícias. Actualizámos a nossa notícia inicial com as diversas declarações que foram surgindo, para que o leior pudesse avaliar por si o ponto da situação.
Ainda tentámos durante mais uns dias confirmar a informação junto de agregados com filhos naquela escola. Sem sucesso.
Agora chegou a vez do Almada Online desmentir esta notícia e pedir desculpas aos seus leitores. O que foi apresentado como factos, pelo CM e JN, eram afinal rumores não confirmados.
Continuaremos a trabalhar segundo as premissas do jornalismo de referência, e continuaremos a tentar dotar o Almada Online de meios, humanos e técnicos, para que possamos chegar mais longe e fazer melhor. A ajuda dos nossos leitores é essencial para o conseguirmos, visto sermos um orgão de comunicação independente, o único no concelho a sê-lo verdadeiramente. Poderão fazê-lo aqui tornando-se assinantes do vosso jornal.
Almada Online, desmentido, Editorial, Sofia Quintas



