André Sardet organiza Sol da Caparica até 2026
Em vez de pagar, como acontecia anteriormente, a autarquia de Almada vai receber 41 mil euros por cada edição do festival
O festival “O Sol da Caparica”, que se realiza todos os anos no Parque Urbano da Costa da Caparica em Agosto, vai ser organizado por um novo consórcio de duas empresas nos próximos três anos, recebendo o município de Almada uma contrapartida financeira de 123 mil euros.
O evento era organizado desde 2019 pela empresa Conquista Padrão do Grupo Chiado, que também se apresentou a concurso, mas a partir deste ano e até 2026, mudará para as empresas Domingo no Mundo, propriedade de André Sardet e, a Music Mov.
O empresário e músico de Coimbra fundou a Domingo no Mundo, que opera na área dos eventos de entretenimento, em 2001, sendo também o seu director de produção.
A “música da lusofonia” vai mais uma vez ser a nota dominante, garantiu, ao Diário de Coimbra, André Sardet, explicando que “esta é uma característica do festival desde a sua génese e assim se manterá”. O cartaz, garante o cantor, “já está a ser estudado, mas nomes e datas, só para mais tarde”. “Já estamos no terreno, estamos a escolher o cartaz, o nome dos artistas, a pensar a melhor forma de receber os artistas, a pensar na equipa, a pensar no público e na melhor forma de o acolher», afirma o músico, admitindo a “enorme responsabilidade” que vai constituir esta organização, mas ainda assim, assegura, “nada que a sua equipa não esteja habituada.”
A Domingo no Mundo é detida maioritariamente pelo conhecido cantor, cujo nome completo é André Miraldo Sardé Pires. Já a Music Mov é uma empresa da Charneca da Caparica, que produz e promove eventos, especializada “na sua divulgação e comunicação em todos os meios digitais.”
A adjudicação referente ao concurso de serviços de concessão e direcção artística, foi aprovada em reunião da Câmara Municipal de Almada (CMA), realizada na Segunda-Feira 4 de Março, com os votos favoráveis dos vereadores do PS e PSD e, os votos contra dos vereadores da CDU e Bloco de Esquerda.
Segundo o vereador José Pedro Ribeiro, o assunto “será agora levado a apreciação da Assembleia Municipal”, onde deverá ser aprovada, dado haver maioria PS/PSD. Ao contrário do que acontecia anteriormente, nos próximos três anos o município de Almada, vai receber uma contrapartida financeira de “41 mil euros por cada edição do festival, o que totaliza 123 mil euros.”
O valor, segundo a presidente da CMA, Inês de Medeiros, “será reinvestido em Almada e na Costa da Caparica.” “Em vez de ser a Câmara a pagar, vai receber dinheiro”, salientou Inês de Medeiros, que por isso não entende o voto contra dos quatro eleitos da CDU e da eleita do BE.
“Temos agora um processo totalmente transparente, com base num concurso público, que representa uma poupança muito significativa com melhoria da adesão das pessoas e quase duplicação da programação. Isso merece voto contra?”, questionou a autarca durante a reunião. “Quero partilhar aqui a minha estupefacção”, acrescentou. “São votos com falta de argumento, que são votados em silêncio. Estrou certa que nas redes sociais encontrarei falsidades a tentar justificar o injustificável”. A oposição manteve-se em silêncio.
Em 2022, o Grupo Chiado foi alvo de várias críticas, quer por parte de alguns artistas, quer por parte do público, devido a problemas técnicos e alterações do programa. Na sequência dessas críticas, a Associação Portuguesa de Profissionais dos Espetáculos e Eventos (APPEE) pediu à tutela da Cultura e ao município de Almada a realização de um inquérito para apurar eventuais problemas no festival. O resultado desse inquérito nunca foi tornado público.
A empresa de André Sardet também esteve envolvida em polémica, pela quantidade de contratos públicos avultados realizados por ajuste directo. No total, e segundo o ortal base gov, são 11 milhões de euros que a sua empresa já facturou em concursos públicos.
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