Almada | Na sua 14ª edição, o FESTin atravessa o Tejo

O Cine Incrível exibe no seu grande ecrã seis curtas metragens que fazem parte do FESTin, no dia 2 de Julho às 17h

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O Cine Incrível é um dos palcos que leva ao grande ecrã a 14ª edição do FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, uma viagem pela diversidade dos países de língua portuguesa através do cinema, que pela primeira vez tem uma extensão almadense, a “Sessão Incrível”. Esta sessão realiza-se dia 2 de Julho às 17h e, inclui seis curtas: quatro para adultos e duas infantis. No entanto, toda a sessão está classificada como sendo para maiores de 12 anos.

A “Sessão Incrível” começa com “Caiçara”, uma curta do colectivo Art For the World. Nela, reflecte-se sobre o consumo consciente e a preservação marinha, através do olhar de uma das mais antigas colónias de pesca artesanal do Brasil. Pelo realizador Mon de Anjo, chega de Cabo Verde a curta de animação em 3D, “A Fita Cor-de-Rosa”, que narra a amizade entre um pombo e uma gata. O realizador estará presente no Cine Incrível para uma conversa com os espectadores sobre o filme e os temas nele abordados.

“Inútil”, de Rodrigo Tavares, aborda o tema da guerra eminente vivida pela sociedade actual. “Flor de Laranjeira” narra a história de uma mulher que, por integridade e orgulho, cria a sua filha sozinha, no interior de Portugal, nos anos 50 do século XX. 

“Feira da Ladra”, de Diego Migliorini, conta a história de uma idosa com problemas financeiros que decide vender os pertences acumulados durante a vida na Feira da Ladra. “Como matar uma boneca”, realizada por Alek Lean, é uma comédia que, através de símbolos actuais e do poder da ancestralidade, quebra estigmas e incita à reflexão. Ambas são curtas brasileiras que fazem parte da “Sessão Incrível”.

O FESTin teve a sua primeira edição em 2010, tendo crescido desde então quer a nível de espaços, quer do número de filmes a concurso. Este ano é a primeira vez que que tem uma extensão em Almada, mantendo no entanto, os princípios da difusão cultural, da pluralidade, diversidade e interculturalidade, que o caracerizam desde o início.

A entrada na “Sessão Incrível” custa 4,50€ e engloba as seis curtas, assim como a conversa com o realizador Mon de Anjo. Para ficar a par programação completa do FESTin, pode consultá-la aqui.

©Cecília Vaz / “A Flor da Laranjeira” é uma das curtas que pode ser vista na “Sessão Incrível”

Em competição

O Festin decorre de de 29 de junho a 7 de Julho no Cinema São Jorge, no Cinema Ideal, no Fórum Lisboa e no Cine Incrível.

Na competição de longa de ficção os finalistas são: “Barranco do Inferno” (Portugal, 2022, realização Fabio Duque Francisco), “Escobar” (Portugal, 2022, Heloísa Toledo Machado), “Fogaréu” (Brasil, 2022, Flavia Neves) , “Fim de Semana no Paraíso Selvagem” (Brasil, 2022, Severino), “Noites Alienígenas” (Brasil, 2022, Sergio de Carvalho) e “Represa” (Brasil, 2022, Diego Hoefel). 

Na categoria documentários, estão em competição “Confissões de Um Cinema em Formação” (Brasil, 2023, realização Eugênio Puppo), “Uma Halibur Hamutuk – A Casa Que Nos Une” (Timor-Leste/Portugal, Ricardo Dias), “Lupicínio Rodrigues: Confissões de Um Sofredor” (Brasil, 2022, Alfredo Manevy),  “Olá, Malta!” (Brasil, 2023, Liliane Mutti) e “Kobra Auto Retrato” (Brasil, 2022, Lina Chamie).

Na competição de curta-metragens, há filmes brasileiros, portugueses, cabo verdianos e moçambicanos: “Duda” (Portugal, 2022, realização Carolina Lobo), “Inútil” (Portugal, 2021, Rodrigo Tavares), “Como Matar Uma Boneca” (Brasil, 2022, Alek Lean), “A Fita Cor-de-rosa” (Cabo Verde, 2022, Mon de Anjo), “Monte Clérigo” (Portugal, 2023, Luis Campos), “Caiçara” (Brasil, 2022, Oskar Metsavaht), “Palma” (Portugal, 2022, Monica Santos), “Cyntia” (Brasil, 2022, Cristèle Alves Meira), “Flor de Laranjeira” (Portugal, 2023, Rúben Sevivas) “A Corda” (Moçambique, 2023, Hélder Bata) e “Alento” (Portugal, 2023, Constança Pinelo).

Outros eventos durante o FESTin

A tradicional Mostra de Cinema Brasileiro, que decorre desde o primeiro ano do FESTin, conta com “A Serra do Roncador ao Poente” (2022, Armando Lacerda), “Profissão Livreiro” (2022, Pedro Lacerda), “Otavio III – O Imperador” (2023, Cavi Borges), “Delicadeza” (2021, Ciça Castello) e “Pixinguinha, Um Homem Carinhoso” (2022, Denise Saraceni e Allan Fiterman). 

O FESTinha leva crianças de 5 a 10 anos às salas para assistirem a três  filmes. São eles: “Chef Jack, o Cozinheiro Aventureiro” (Brasil, 2022, Guilherme Fiuza Zenha), “A Fita Cor-de-rosa” (Cabo Verde, 2022, Mon de Anjo) e “Caiçara” (Brasil, 2022, Oskar Metsavaht). Ao final da sessão, as crianças elegem, votando em papel, o filme de que mais gostaram. O vencedor recebe o Prémio Pessoa de Melhor Filme Infantil.

A 14ª edição do festival traz de regresso a mostra Diferentes Sotaques da Lusofonia com os seguintes filmes: “Moon Mole” (Portugal, 2022, realização de alunos do 12º ano), “Timbila” (Moçambique, 2022, Andreas Scheibenreif), “Condicionado” (Reino Unido, 2022, Filipe Anjos e Paula Moreiro), “Cimboa” (Cabo Verde, 2022, Carlos Alberto Rodrigues Barbosa), “Ela Não Vem” (Brasil, 2023, Mariana Fleury),“Sumara Maré” (Cabo Verde, 2023, Samira Vera-Cruz), “Feira da Ladra” (Brasil, 2023, Diego Migliorini).

O FESTin é organizado pela ASCULP – Associação de Cultura e Cidadania da Língua Portuguesa e é realizado pela Padrão Actual, em parceria estratégica com a Câmara Municipal de Lisboa – EGEAC e, com coprodução do Cinema São Jorge. 

O FESTin lembra-nos que, apesar das nossas diferenças, compartilhamos uma humanidade comum e somos capazes de nos unir através da cultura, do diálogo, entendimento mútuo e valorização das diferenças.

A celebração do cinema em português contará ainda com uma série de actividades paralelas, como festas, confraternizações e rodadas de negócios, para que o público possa aproveitar ao máximo este evento que, desde 2010, faz parte do calendário cultural de Lisboa.

Este ano, a 14ª edição do FESTin, celebra a união e a riqueza inclusiva do cinema.

Sofia Quintas

Directora e jornalista do Almada Online