CMA assinala Dia Mundial do Combate à SIDA
Num acto simbólico, o Elevador Panorâmico da Boca do Vento ilumina-se de vermelho, na noite de 1 para 2 de Dezembro
O Dia Mundial do Combate à SIDA (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida) é assinalado anualmente a 1 de dezembro. O seu objectivo é sensibilizar, informar, apoiar aqueles que padecem desta infecção e, homenagear os que faleceram infectados. Para além do edifício da Direcção Geral de Saúde e do Ministério da Saúde, outros edifícios em seis cidades do país aceitaram este desafio e, terão a mesma iniciativa, que irá homenagear as mais de 15 mil vítimas mortais causadas por esta infecção.
A Direcção Geral de Saúde (DGS), designadamente o Programa Nacional para as Infecções Sexualmente Transmissíveis e Infecção por VIH (PNISTVIH), assinala este dia através de uma iniciativa simbólica, iluminando com a cor vermelha o edifício da DGS e do Ministério da Saúde. “sob o lema ‘As Comunidades na Liderança’, em colaboração com outros organismos do Ministério da Saúde e as cidades signatárias da Declaração de Paris – Cidades na via rápida para acabar com a epidemia de VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana)”, explica a DGS em comunicado.
Foram seis as cidades que aceitaram o repto, e que na noite de 1 para 2 de Dezembro terão edifícios iluminados de vermelho. Para além de Almada aderiram, a Amadora com o Edifício dos Paços do Concelho e Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos; Cascais com o Edifício dos Paços do Concelho, Odivela com Edifício dos Paços do Concelho, Sintra com Castelo dos Mouros e, Vila Nova de Gaia com as Arcadas do Mosteiro da Serra do Pilar.
A Câmara Municipal de Almada (CMA), enquanto cidade subscritora da Declaração de Paris, associa-se à DGS e ao Ministério da Saúde nesta iniciativa, iluminando o Talude do Elevador Panorâmico da Boca do Vento de vermelho, na noite de 1 para 2 de Dezembro. Este ano, a iniciativa reveste-se de especial relevância, dado que se assinalam 40 anos desde a identificação do primeiro caso de infecção por VIH em Portugal.
Paralelamente, a Unidade Móvel de Saúde da CMA vai estar na Praça S. João Baptista, no dia 1 de Dezembro, entre as 9h30 e as 15h30, a disponibilizar rastreios rápidos, anónimos e gratuitos para o VIH, Hepatites e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis.
Todos podemos e devemos ter um papel activo neste combate. Por um lado, ter comportamentos seguros, por outro, realizar o teste do VIH pelo menos uma vez na vida. É também importante difundir informação fidedigna acerca do que é a infecção por VIH, contribuindo para diminuir o estigma e a discriminação, que ainda hoje lhe são associados.
O objetivo do lema deste ano é “alertar, uma vez mais, para a importância das comunidades das pessoas que vivem com a infecção e das que se encontram em situação de maior vulnerabilidade, na liderança da resposta à infecção em todos os níveis, rumo ao cumprimento da meta de acabar com a SIDA enquanto ameaça de saúde pública”, explica a DGS no mesmo comunicado.
A DGS refere ainda que as comunidades “são essenciais na prevenção, diagnóstico e ligação aos cuidados de saúde, no combate ao estigma e discriminação, e na defesa dos direitos humanos” das pessoas que vivem com a infecção. Além disso, “garantem, também, o estabelecimento de relações de confiança entre os pares, inovam nas suas respostas, monitorizam a implementação de políticas e estratégias, e exigem responsabilidades aos decisores e prestadores de serviços”. A autoridade de saúde reforça assim a importância “de garantir o adequado financiamento das intervenções de base comunitária, e o cumprimento dos direitos das pessoas que vivem com o VIH e das populações mais vulneráveis”.
Desta forma, a DGS, através do PNISTVIH, tal como em anos anteriores, “convidou as 11 cidades na via rápida para acabar com a epidemia de VIH a assinalar o Dia Mundial do Combate à SIDA, através da iluminação de um ou mais edifícios das suas cidades com cor vermelha, na noite de 1 para 2 de dezembro”.
“Simbolicamente, ao iluminar os seus edifícios a vermelho, o Ministério da Saúde e a Direção- Geral da Saúde, assim como os seus parceiros, assinalam as quatro décadas da infecção em Portugal, prestam homenagem às mais de 15 mil vítimas mortais, e reforçam o compromisso de manter as comunidades na linha da frente da resposta à infecção”, destaca a DGS.
A efeméride mundial visa também realçar a reflexão sobre progresso feito até ao momento no que diz respeito a esta infecção, aumentar a sensibilização sobre os desafios que ainda faltam vencer para atingir os objectivos de erradicar a SIDA até 2030 e, mobilizar todas as partes interessadas na reunião de esforços redobrados para assegurar o sucesso na resposta à SIDA.
O número de novos casos diagnosticados com infecção por VIH diminuiu na região europeia da Organização Mundial de Saúde (OMS) entre 2013 e 2022, divulgou no dia 28 de Novembro o Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC).
O relatório do ECDC difundido a propósito do Dia Mundial de Combate à Sida que se assinala hoje, adianta que a infecção por VIH “continua a afectar milhões de pessoas”. “O número de mulheres diagnosticadas diminuiu 26% na região europeia da OMS, de 52.788 em 2013 para 39.070 em 2022, e o número de homens diagnosticados diminuiu em 21%, passando de 90.208 para 71.118”, indica o relatório. Foi também registada uma diminuição de mais 50% entre os homens na Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Portugal. Entre as mulheres, a maior redução verificada, entre 2013 e 2022, ocorreu na Itália, Países Baixos, Portugal e Roménia. Dez países, incluindo Portugal, relataram de forma consistente dados sobre testes de VIH realizados entre 2013 e 2022, excluindo testes anónimos desvinculados e testes de doações de sangue.
Actualmente, uma pessoa que viva com VIH e que realize o tratamento de forma correcta, poderá viver tantos anos como os que vive uma pessoa não infectada. Poderá ter uma vida perfeitamente normal, sem risco de infectar os seus parceiros. Poderá ter filhos, se assim desejar. No fundo, poderá viver uma vida com qualidade.
A criação deste dia foi uma iniciativa de James Bunn e Thomas Netter, dois oficiais do Programa Mundial de Combate à SIDA da OMS. A ideia ganhou apoiantes dentro e fora da OMS, sendo a sua implementação reconhecida através da Resolução 43/15 da Assembleia Geral da ONU, em 1988. A data foi assinalada pela primeira vez nesse ano.
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