Costa da Caparica | Reposição de areia nas praias suspensa até Abril de 2026
Marés de Inverno colocam em causa segurança dos trabalhos
Devido às condições de agitação marítima verificadas em Outubro e Novembro, e atendendo a que actualmente se está em período de inverno marítimo, a empreitada de alimentação artificial das praias da Costa da Caparica e de S. João da Caparica, irá ter os seus trabalhos suspensos até 15 de Abril de 2026.
Prevista para ser feita antes da época balnear passada, a contratação pública desta empreitada atrasou-se devido às várias mudanças de governo. A sua execução acabou por ser planeada para ter inicío no Inverno, época desaconselhada para a reposição de areia devido às fortes marés que se fazem sentir nesta época do ano.
Actualmente, a falta de areia é visível nas praias urbanas da Costa da Caparica. A maioria apresenta um declive considerável em relação às rochas do paredão, um pontão está danificado (praia do CDS), outros mostram sinais de erosão com as suas rochas espalhadas pela praia. O areão negro do leito das praias fica visível quando as máres são mais intensas, levando alguns banhistas a afirmar no verão passado, que havia alcatrão nas praias da Costa da Caparica.
São muitos os habitantes locais e especialistas que defendem que o problema começou a verificar-se com a retirada da Golada do Tejo (cerca de 1940), para a realização de aterros entre Belém e Algés, que também permitiu que os grandes navios pudessem atracar em Lisboa, para reparação naval e atração do turismo dos paquetes.
A suspensão acontece agora, pois está em causa a segurança dos trabalhos e objectivos da empreitada, tendo as entidades adjudicantes, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Administração do Porto de Lisboa (APL), decidido aceitar a suspensão dos trabalhos solicitada pelo adjudicatário até à nova data, na qual se prevê que as condições de segurança sejam favoráveis à retoma dos mesmos.
Esta empreitada, consignada pela APA a 25 de Setembro, é da responsabilidade do agrupamento das duas entidades adjudicantes e envolve um investimento total de 9 milhões de euros, financiado por fundos europeus através Programa Temático para a Acção Climática e Sustentabilidade (PACS) e por investimento da Administração do Porto de Lisboa, S.A.
Os trabalhos, com prazo inicial de execução de 60 dias, contemplam a alimentação da praia emersa, com um volume total de um milhão de metros cúbicos de areia, a extrair na zona de entrada do estuário do Tejo, no Canal da Barra Sul.
A reposição de areia das praias tem como objectivo principal mitigar a erosão costeira, proteger as pessoas e infraestruturas, e melhorar a estabilidade da linha de costa. Desde 2007 que se têm realizado várias operações de reposição de areia nas praias da Costa da Caparica, tendo a última sido feita em 2019.
Administração do Porto de Lisboa, ambiente, APA, APL, Associação Portuguesa do Ambiente, Costa da Caparica, erosão costeira, reposição de areia, suspensão

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