CMA cria gabinete de apoio aos munícipes desalojados

Todos que se encontram nesta situação estão a ser contactados por telefone para agendamento do atendimento

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A Câmara Municipal de Almada (CMA), tem em funcionamento desde Sexta-Feira, 20 de Fevereiro, um gabinete de atendimento aos munícipes que tiveram de abandonar as suas casas, na sequência das intempéries que atingiram o país nas últimas semanas.

O gabinete funciona diariamente (excepto ao Domingo), nas instalações da Junta de Freguesia Caparica Trafaria, no Monte da Caparica (Largo da Torre), das 10h às 12h30, e das 14h30 às 17h.

Dele fazem parte uma equipa multidisciplinar, com a presença de diversos serviços do município (acção social, habitação, por ex:), bem como técnicos da Santa Casa da Misericórdia de Almada (SCMA), com o objectivo de apoiar a população em todas as questões decorrentes da situação de desalojamento, mobilizando recursos para as necessidades identificadas. Todas as pessoas que se encontram em situação de desalojamento estão a ser contactadas telefonicamente pelos serviços municipais, para agendamento dos atendimentos.

“As famílias estão a ser contactadas para agendamento e, após avaliação das suas necessidades, serão encaminhadas para as respostas mais adequadas, com acompanhamento contínuo”, escreveu Inês de Medeiros na sua página oficial do Facebook.

Paralelamente, a Câmara Municipal de Almada irá criar um grupo de trabalho interno para avaliar e acompanhar as consequências das intempéries no território almadense.

Algumas destas pessoas estão alojadas no Sun Center, no Seminário de S. Paulo e no Inatel da Costa da Caparica, que disponibilizou 27 dos seus 35 quartos para acolher os desalojados do concelho.

A autarca almadense explica também no Facebook, que a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) esteve no terreno a avaliar o impacto das intempéries no território. Inês de Medeiros escreveu ainda que, foi também activado o mecanismo europeu Copernicus, que permitirá uma monitorização permanente e uma análise mais aprofundada das zonas atingidas. Em simultâneo, adianta a autarca, será reforçado o policiamento de proximidade, com ligação directa ao Comando Nacional das Operações de Socorro, para garantir maior acompanhamento e segurança.

“Quero que saibam que continuamos totalmente empenhados em acompanhar cada situação, proteger as pessoas e cuidar do nosso território. Estamos presentes, atentos e a trabalhar todos os dias para que ninguém fique para trás”, sustenta.

A arriba fóssil da Costa da Caparica continua instável, e está a ser alvo de monitorização constante por parte dos Serviços Municipais da Protecção Civil (SMPC) de Almada, e de estudo por parte do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

“Os solos de momento estão muito saturados, e quando as arribas secarem pode haver mais deslizamento de terras”, avança fonte da autarquia, frisando que o LNEC está mobilizado para a “avaliação da estabilidade das arribas”, o risco do alastramento dos aluímentos de terras “e os perigos que representam a nível da habitação”. Segundo a CMA é um estudo “fundamental para garantir a segurança de residentes e visitantes, permitindo definir medidas de prevenção, protecção e eventual intervenção”.

Desde o início das tempestades que assolaram o território português, o concelho de Almada tem registado vários deslizamentos de terras nas arribas da Costa da Caparica, Porto Brandão e Olho de Boi. Um total de 476 pessoas foram retiradas das suas habitações, das quais 225 estão alojadas pela autarquia.

Sofia Quintas

Directora e jornalista do Almada Online

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