SMAS de Almada candidatam 4,5 milhões de euros ao Sustentável 2030

O objectivo é modernizar as infraestruturas e assegurar estabilidade no fornecimento de água

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Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada, informam em comunicado, que formalizaram candidaturas a fundos comunitários, num montante superior a 4,5 milhões de euros (4.530.156,42 €), integradas no programa Sustentável 2030.

O objectivo central é canalizar este financiamento europeu para modernizar os serviços de abastecimento de água, reforçar a segurança hídrica do concelho e promover uma gestão mais eficiente e sustentável deste recurso essencial.

O plano estrutural foca-se na optimização de três zonas críticas de abastecimento do concelho, procurando mitigar falhas na distribuição em períodos de maior pressão sobre o sistema.

Entre as principais acções técnicas programadas destacam-se, na Charneca de Caparica e Aroeira, a modernização dos equipamentos de desinfecção e telegestão, e a recuperação do reservatório da Herdade da Aroeira. Em Almada e Cacilhas, a construção de uma nova captação subterrânea junto ao Sapal de Corroios. Na Costa da Caparica, e na Sobreda e áreas envolventes, serão construidos de dois novos furos de captação, será feita a ampliação do Reservatório do Lazarim, e ainda a renovação de condutas e modernização dos sistemas de desinfecção.

No conjunto, as intervenções permitirão diversificar as origens de água, aumentar a capacidade de armazenamento e melhorar a eficiência operacional, reforçando a resposta do sistema municipal perante períodos de maior consumo, situações de emergência e fenómenos climáticos extremos. As candidaturas foram submetidas, aguardando-se agora a decisão sobre a atribuição do financiamento.

Esta aposta no cofinanciamento surge inserida numa estratégia mais ampla dos SMAS de Almada, que prevê investimentos globais na ordem dos 40 milhões de euros para a gestão sustentável da água e do saneamento. Com a aprovação destas verbas, pretendem fortalecer a rede local contra os desafios das alterações climáticas e garantir a segurança do serviço público prestado à população.

Este esforço de investimento surge como resposta directa à grave crise de abastecimento que afectou o concelho no Verão passado, quando uma grande rotura numa conduta adutora, combinada com o aumento histórico de consumo em plena época balnear, e o aumento da população, deixou milhares de moradores, comerciantes e turistas sem água nas torneiras. O cenário crítico, com especial impacto na Costa da Caparica, forçou a Câmara Municipal de Almada (CMA) a decretar a situação de alerta municipal entre Julho e Agosto, tendo existido cortes nocturnos programados no abastecimento da água a mais de 20 localidades, para conseguir recuperar os níveis das reservas hídricas.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA), considerou esta crise resultado de má gestão. A CMA assinou um protocolo com a APA para a realização de um estudo técnico para ligar Almada à rede EPAL.

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