Gripe A ou constipação? Saiba distinguir e tratar
Saiba os sintomas e como deve agir em cada caso
A gripe A voltou em força neste Inverno, com uma estirpe que não estava em circulação em Portugal desde o início da pandemia. Isto não significa que a doença seja mais grave, nem justifica a corrida às urgências dos hospitais a que se tem assistido.
A afluência em massa aos hospitais provoca elevados tempos de espera nos serviços de urgências. Apesar de esta ser a época do ano habitual para infecções respiratórias com o vírus influenza do subtipo A e B, os que costumam causar estes períodos de gripe sazonal, este ano os sintomas parecem mais intensos e prolongados.
Os pneumologistas não excluem a hipótese de que as medidas de protecção e isolamento aplicadas durante a pandemia possam ter levado à perda de imunidade perante esta estirpe do vírus mas, muitos dos casos que têm chegado às urgências não são gripe, são meras constipações.
Na gripe A os sintomas mais comuns são febre, tosse, congestão nasal, dores corporais, de garganta e de cabeça, bem como fadiga ou cansaço, mal-estar, vómitos e diarreia. É de um modo geral mais intensa que a constipação, provocando algum enfraquecimento, que leva com frequência o paciente “à cama”. A gripe apresenta um início mais rápido que a constipação, podendo acarretar risco de complicações que podem resultar em pneumonia e/ou necessidade de hospitalização.
Para aliviar os sintomas de gripe, os médicos aconselham a ficar em casa em repouso, beber muitos líquidos, sobretudo água, utilizar soro fisiológico para tratar a congestão nasal e medir a temperatura ao longo do dia. Se tiver febre, os médicos recomendam a toma de paracetamol. A ida às urgências só se justifica nos casos em que a febre persiste, mesmo com a toma de paracetamol e, sente dificuldades em respirar. Também se justifica nos casos de doentes crónicos que correm o risco de descompensação.
Os doentes com gripe devem manter distanciamento de outras pessoas, usar máscara, arejar os espaços interiores e desinfectar zonas de utilização comum, por forma a evitar a propagação do vírus.
Nas constipações normalmente não existe febre, mas é frequente a congestão nasal, a sensação de garganta irritada, tosse leve, espirros, nariz entupido e pingo no nariz. A constipação é mais ligeira que a gripe, causando mal-estar durante alguns dias.
Quer a gripe, quer a constipação são causadas por vírus, afectam o sistema respiratório e são contagiosas. A grande diferença reside no facto de serem causadas por vírus distintos: a gripe é causada por vírus da família influenza, já a constipação fica a dever-se maioritariamente a vírus das famílias rinovírus e parainfluenza. Na maior parte dos casos, o tratamento da gripe e constipação visa aliviar os sintomas, o seu organismo fará o resto.
Alguns medicamentos de venda livre podem ajudar em ambos os casos, como os que servem para reduzir a febre (antipiréticos), as dores (analgésicos), sejam musculares ou de cabeça, nariz entupido (anti-histamínicos ou descongestionantes nasais) e medicamentos para a tosse (expectorantes).
Os antibióticos não tratam infecções causadas por vírus, não melhoram os sintomas, nem aceleram a cura.
Pode adoptar outras estratégias não farmacológicas para acelerar a sua recuperação: descansar, quanto mais repousado, mais rapidamente o seu organismo será capaz de se reestabelecer; meça a temperatura ao longo do dia, se tiver febre e/ou o antipirético não estiver a fazer o efeito desejado, experimente fazer banhos de água tépida para baixar a febre; mantenha-se hidratado, beba muitos líquidos, sobretudo água, chá de Ginseng ou de Equinácea e sumos de fruta; use soro fisiológico para lavar e acalmar a irritação no nariz e; rebuçados que podem ajudar a controlar a tosse e amaciar a garganta.

Para prevenir a propagação de vírus, os comportamentos a adoptar são os mesmos que os da pandemia: lavar as mãos frequentemente; ao espirrar ou tossir, respeite as medidas de etiqueta respiratória, tapando a boca com um lenço de papel ou com o antebraço, em vez de utilizar as mãos; evite tocar na zona da boca, nariz ou olhos sem ter as mãos lavadas; use lenços de papel descartáveis, de utilização única; se possível, evite o contacto com pessoas infectadas com gripe ou constipação; evite locais com muitas pessoas; limpe regularmente objectos e superfícies que possam estar contaminados Ex: maçanetas das portas.
No caso específico da gripe, pondere com o seu médico ser vacinado todos os anos, principalmente se faz parte dos seguintes grupos: se tem mais de 65 anos; se sofre de doença crónica ou outras doenças que diminuam a resistência às infecções; se está grávida; se é profissional de saúde ou prestador de cuidados de saúde.
A campanha de vacinação sazonal contra a gripe ainda está em vigor nas farmácias, pode dirigir-se a um dos aos estabelecimentos aderentes à campanha (identificadas no localizador de farmácias). Segundo os especialistas, é muito provável que os casos de gripe A aumentem após as celebrações da Passagem do Ano, devido às aglomerações de pessoas.
Nenhuma da informação veiculada pode ou deve substituir o seu médico assistente e, em caso de dúvida ou persistência dos sintomas, deve consultar o seu Médico ou Farmacêutico.
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