Pedro Azevedo, médico do PSD, nomeado para presidente da ULS Almada-Seixal
Uma sucessão envolta em polémica e desmentidos
O médico Pedro Correia Azevedo, militante do PSD Almada e médico na CUF, será o novo presidente do Conselho de Administração (CA) da Unidade Local de Saúde de Almada- Seixal (ULSAS), segundo uma resolução do Conselho de Ministros (ponto 7) aprovada na passada Quinta-Feira, 13 de Fevereiro.
O Conselho de Ministros adianta em comunicado que aprovou uma resolução que designa o CA da ULSAS, depois do parecer favorável da Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (CReSAP).
O CA será também composto por Ana Luísa da Silva Broa como directora Clínica para a área dos Cuidados de Saúde Hospitalares, Sénia Marisa Sousa Guerreiro, directora clínica para a área dos Cuidados de Saúde Primários, Miguel Ângelo Madeira Rodrigues, Vogal Executivo e Susana Almeida Graúdo, Enfermeira Directora, segundo a mesma resolução do Conselho de Ministros.
Pedro Correia Azevedo substitui no cargo Teresa Luciano, que denunciou numa audição parlamentar, em Setembro de 2024, que o CA recebeu um telefonema de menos de três minutos da Direcção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS), então liderada por António Gandra D´Almeida, a dizer que “a ministra tinha apreço pelo trabalho que desenvolviam, mas se podiam fazer cartas de rescisão”.
Luciano contou ainda que nesta conversa não houve uma fundamentação para a demissão e que, por isso, iria continuar em funções, saindo apenas com o fim do mandato.
A forma abrupta da comunicação foi criticada por profissionais de saúde e autoridades locais, e 36 directores de serviço do Hospital Garcia de Orta (HGO), coordenadores de 23 das 25 Unidades de Saúde Familiar, e outros profissionais assinaram um abaixo-assinado contestando a decisão.
Em Dezembro de 2024, o então director executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) assegurou aos deputados também em audição parlamentar que a administração da ULSAS “nunca foi demitida” e que terminaria o seu mandato a 31 de Dezembro, “tal como estava previsto”.
“O actual Conselho de Administração da ULAS continua, e a quem muito agradecemos a sua dedicação e empenho. Termina o mandato a 31 de Dezembro tal como estava previsto. Nunca foi demitido”, disse António Gandra d`Almeida numa audição requerida pelos grupos parlamentares do Chega e do PS.
No mesmo dia o CA da ULS Almada-Seixal emitiu um comunicado a dizer que as declarações do director executivo do SNS “não correspondem à verdade”. No comunicado, lamentou “profundamente as afirmações proferidas” e explica que a sua reacção surgiu “em defesa da sua honra, dos profissionais desta instituição e dos utentes”.
Além de reafirmar as declarações proferidas em sede parlamentar por Teresa Luciano, o CA adiantou que a demissão foi confirmada pela secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, no Telejornal da RTP 1, que atribuiu a responsabilidade da mesma ao Director Executivo, tendo indicado em primeira mão, o nome da personalidade escolhida para assumir a presidência do futuro CA da ULSAS.
“Não é, portanto, verdade que o Senhor Director Executivo do SNS não tenha comunicado verbalmente a demissão deste Conselho de Administração, que tenha dado alguma explicação para este facto, que não tenha solicitado o envio de cartas de rescisão, que tenha reunido com esta Administração, ou tenha manifestado qualquer intenção de `imprimir uma nova dinâmica de funcionamento`”, refere o Conselho de Administração nesse comunicado.
Jorge Seguro Sanches, foi inicialmente escolhido para ser o novo presidente, recuou e comunicou não ter disponibilidade para assumir o cargo. Pedro Azevedo, foi apontado como a nova escolha para a presidência, que agora se confirma.
A ULSAS integra o Hospital Garcia de Orta e o Agrupamento de Centros de Saúde de Almada-Seixal, dando resposta a cerca de 350 mil habitantes.
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