Almada | Um Rufia nas Escadas
Uma co-produção Companhia Dois / TMJB, com texto de Joe Orton, que pode ser vista de 1 a 3 de Dezembro
Em co-produção com o Teatro Municipal Joaquim Benite (TMJB), a Companhia Dois leva à cena “Um Rufia nas Escadas”, de Joe Orton, numa encenação de Miguel Loureiro. O espectáculo pode ser visto dias 1, 2 e 3 de Dezembro na Sala Experimental do TMJB, Sexta e Sábado às 21h e, Domingo às 16h.
Segundo Joe Orton, “o riso é um assunto muito sério, e uma comédia é uma arma mais perigosa que uma tragédia”. Mike, ex-pugilista e um marginal que faz cobranças difíceis (e a dificuldade pode ir até ao extremo de ter de cortar o pescoço a alguém), e, Joyce ex-prostituta e actualmente dona de casa, vivem num apartamento. Uma cozinha, uma sala de estar com uma cama, um aquário com um peixe, uma mesa, chávenas de chá – um cenário realista que será transformado em sátira, com um enredo sórdido, irónico, grotesco, numa combinação de humor e horror. Wilson, um rufia, uma estranha figura que lhes bate à porta à procura de um quarto, aparece no apartamento de Mike e Joyce com o verdadeiro intuito de se vingar da morte do seu irmão, brutalmente assassinado por Mike.
Joe Orton (1933-1967) utiliza a imagem de uma realidade ordenada para, logo a seguir, a transfigurar, abolindo e satirizando estereótipos culturais, sociais e religiosos. Na sua obra abordou temas como a homossexualidade, o amor e a morte. Foi um autor fulgurante do teatro inglês, deixou nove peças na altura em que foi assassinado pelo seu amante Halliwell, em depressão pelo sucesso de Orton.
A peça de teatro “Um Rufia nas Escadas” foi escrita para teatro radiofónico e baseia-se no romance inacabado de Joe Orton e Kennegth Halliwell “The Boy Hairdresser” e foi apresentada pela primeira vez em 1964, na rádio BBC. Mais tarde, Orton escreveu uma nova versão e, em 1967, estreia no Royal Court Theatre.
Miguel Loureiro, actor e encenador, formou-se no IFICT e na Escola Superior de Teatro e Cinema. Como encenador trabalhou com estruturas como Cão Solteiro, O Rumo do Fumo, Galeria ZDB, Mala Voadora e Ópera do Castelo. Tem encenado textos de Molière, Marguerite Duras, Almeida Garrett, Dumas (filho) e Tennessee Williams, entre outros autores.
“O Orton é sempre sufocante e o que me atrai realmente é aquele lado negro, quase gótico – não é gótico porque é muito doméstico –, com uma violência muito crua mesmo.”, declarou Miguel Loureiro, em entrevista ao jornal Público. Miguel Loureiro reconhece na escrita de Orton “um sítio de liberdade perante o policiamento puritano que há hoje.”
Ficha técnica e artística:
Co-produção: Companhia Dois / TMJB
Texto: Joe Orton
Tradução: Joaquim Pena, Tiago da Câmara Pereira
Encenação: Miguel Loureiro
Interpretação: Anabela Faustino, Ivo Alexandre, João Reixa
Cenografia:André Guedes
Desenho de luz: Rui Monteiro
Figurinos: Ana Simão
Co-produção: São Luiz Teatro Municipal, Teatro Aveirense, Casa das Artes de Famalicão Theatro Circo
Duração aprox.: 90m
Classificação: M/12
Preço: entre 9,10€ e 13€ (Clube de Amigos: 6,50€)
Descontos para menores 25 e maiores de 65 disponiveis na bilheteira do TMJB

