AML constroi novo Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável
Investimento aproximado de 390 mil euros, no planeamento da mobilidade alinhada com as necessidades da população
A construção do Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMMUS) reflecte o empenho colectivo na construção de um futuro mais sustentável e eficiente para a mobilidade urbana na Área Metropolitana de Lisboa (AML). A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) e a AML iniciam assim, um importante projecto de mobilidade urbana em Portugal, que implica um investimento aproximado de 390 mil euros e será conduzido pela consultora Way2Go.
A construção deste documento surge num momento em que a mobilidade urbana na AML já sofreu várias alterações com a constituição da TML, a descida do preço dos passes, o lançamento do Navegante e a sua gratuidade para estudantes até aos 23 anos e, a redefinição da rede de transporte público rodoviário, com a criação e implementação da Carris Metropolitana (CM).
Com a estreita colaboração dos 18 municípios, o PMMUS “irá incorporar aspectos climáticos e energéticos, abordando questões de segurança, inclusão e acessibilidade e, destacará a AML como exemplo de sustentabilidade a nível europeu.”, explica a AML em comunicado enviado às redacções.
O novo Plano, conduzido pela empresa Way2Go, tem “por objectivo identificar necessidades, propor medidas e acções para melhorar a mobilidade dos cidadãos em contexto metropolitano e dos seus 18 municípios, promovendo uma mobilidade sustentável, segura e eficiente de cidadãos e de mercadorias”, pode ler-se no mesmo comunicado.
O Plano, que também identificará programas e mecanismos de financiamento que possam atender às necessidades que forem identificadas, tem um prazo de execução de 20 meses e seguirá as boas prácticas nacionais e internacionais, como são disso exemplo as directrizes da Comissão Europeia (CE) para a realização deste tipo de planos. Haverá dois eixos para a obtenção de um bom resultado a nível de execução das medidas e sua aceitação: uma avaliação ambiental estratégica, “inovadora neste tipo de planos, que tem por objectivo identificar e avaliar o impacto das actividades associadas ao transporte de pessoas e bens, bem como seleccionar propostas com vista a aumentar a eficiência energética, climática e ambiental” e; a participação e envolvimento das populações, “destacando a componente da participação pública nas diferentes fases do projecto, reflectindo o compromisso com a sustentabilidade e com os cidadãos, que vem reforçar a visão de um projecto feito com e para as pessoas.”
Na reunião da comissão técnica de acompanhamento do plano, que decorreu na biblioteca municipal da Amadora, com presença de técnicos e autarcas dos 18 municípios, Carlos Humberto de Carvalho, primeiro-secretário metropolitano, destacou a sua importância, salientando que “este projecto representa um pilar fundamental de planeamento estratégico a desenvolver pela TML”, acrescentando que a “a área metropolitana de Lisboa está a dar um passo audacioso em direcção a um futuro mais sustentável e eficiente em termos de mobilidade urbana”.
Na mesma reunião, o presidente da TML, Faustino Gomes, sublinhou o compromisso da entidade “em servir as pessoas, conhecendo as suas necessidades de mobilidade e explorando novas soluções”. Afirmou ainda que o plano “é um passo essencial para alcançar esse objectivo de forma mais consciente, para que se possa escolher o transporte público como meio preferencial para viajar, beneficiando a sociedade de estilos de vida mais saudáveis e em linha com as metas e objectivos ambientais”.
O PMMUS irá redefinir a mobilidade urbana e, colocar Portugal na vanguarda dos esforços europeus para alcançar cidades mais sustentáveis e acessíveis.
Quando estiver concretizado, este novo Plano irá substituir o Plano de Acção de Mobilidade Urbana Sustentável (PAMUS) da AML, que vigorou entre 2016 e 2020, com revisões em 2018 e 2019, que nunca chegou a ser implementado na sua totalidade. Pode aceder aqui aos documentos do anterior Plano.
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