Cacilhas | Já começaram as demolições no Cais do Ginjal

Grupo AFA iniciou os trabalhos esta Segunda-Feira

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O Grupo AFA iniciou hoje, 5 de Maio, as demolições de edificado em risco de derrocada no Cais do Ginjal, informou a presidente da Câmara de Almada (CMA), Inês de Medeiros no decorrer da reunião municipal desta Segunda-Feira.

“O Grupo AFA iniciou hoje as demolições no Ginjal. Já foram feitas as recolhas de todas as imagens. As regras do Plano de Pormenor mantêm-se. O Grupo AFA ficou obrigado, uma vez a demolição feita, a arranjar aquele espaço e permitir que haja passagem”, para usufruto em segurança, e para acesso ao comércio ali existente, declarou a autarca do PS.

“Há uma parte mais complicada, que tem amianto”, mas o Grupo AFA “já entregou o plano de demolições para as matérias perigosas”, disse ainda.

Relativamente aos moradores, “estão todos a ser encaminhados para os Serviços Sociais, para serem atendidos pelas equipas”, acrescentou Inês de Medeiros, informando também “que os seus bens pessoais estão a cargo do grupo privado”, tendo a CMA feito o levantamento que foi posteriormente entregue ao proprietário dos imóveis. “Tanto quanto sabemos vão ser colocados em contentor e estão todos devidamente identificados.”

Os edifícios que foram demolidos terão sido os identificados como estando “em risco de ruir”, na sequência de vistorias técnicas realizadas pelo Serviço Municipal de Protecção Civil (SMPC), não tendo este relatório sido publicado ou tornado público. Foi para este assunto que o vereador em substituição do BE, Jefferson Oliveira, chamou a atenção mais à frente na reunião, pois foi pedida uma cópia desse relatório por esta força política, que ainda não lhe foi entregue.

A circulação neste espaço de Cacilhas continua interdita à passagem de pessoas, desde dia 3 de Abril, data em que foi declarado a situação de alerta na zona, que se manteve até 1 de Maio, com uma barreira criada com portões de segurança metálicos, desde perto do terminal fluvial de Cacilhas até aos estabelecimentos de restauração existentes em Olho de Boi.

Os portões de segurança foram colocados a 7 de Abril e os moradores retirados da zona no dia 10 do mesmo mês, ficando durante cinco dias numa Zona de Concentração e Apoio à População (ZCAP), criada para o efeito no pavilhão desportivo da Escola Anselmo de Andrade, em Almada. A 15 de Abril, a CMA informou em comunicado a desactivação do ZCAP, acrescentando que foram encontradas “respostas temporárias de emergência mais adequadas para 18 pessoas que ainda precisam de apoio”, para as quais o seu “Serviço de Apoio e Atendimento Social continua activo e em articulação.”

A Rádio Renascença avançou nessa altura, que os moradores do Ginjal foram realojados temporariamente “num hostel em São João da Caparica” e que “em alguns casos, não terão também as condições de habitação consideradas mínimas.” Será esta a situação actual, que se manterá até que os serviços de acção social encontrem opções de habitação definitivas adequadas a cada caso concreto dos agregados.

Sofia Quintas

Directora e jornalista do Almada Online

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