Contas da Câmara Municipal de Almada em 2022: Mais um ano perdido para os Almadenses

É verdade que o orçamento municipal tem crescido nos últimos anos em termos absolutos. Mas esse crescimento não tem sido conseguido em função de um maior dinamismo da atividade do município – dessa realidade não se pode orgulhar o executivo do PS em Almada –, esse crescimento tem resultado apenas da forma irresponsável como o PS tem vindo a aceitar as transferências de competências que o governo central lhe tem vindo a impor.

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Nos 47 anos da Constituição, exigir o seu cumprimento pleno

Este oitavo processo de revisão constitucional só acontece porque o Partido Socialista, com a sua maioria absoluta na Assembleia da República, entendeu estender a mão à direita e à extrema-direita parlamentar, viabilizando o início deste novo processo de revisão.

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Habitação digna e adequada – Um desígnio democrático não cumprido em Portugal e em Almada

Qualquer cidadão, mesmo os bem-intencionados, não poderá deixar de ler nas entrelinhas desta crítica do Primeiro-ministro uma muito mal disfarçada confissão: ao longo destes quarenta anos, em que teve a oportunidade, mas quis desperdiçá-la, o PS nunca assumiu, nem como prioridade nem como preocupação central das suas políticas, o respeito integral pelo artigo 65º da CRP.

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Em Almada como no País PS capitula perante o aumento do custo de vida

No último ano, a pretexto da guerra na Ucrânia, e aproveitando os “restos” dos efeitos da epidemia dos anos anteriores, foi imposto aos portugueses e portuguesas um aumento brutal do custo de vida, que assume duas facetas principais: um colossal aumento de preços – a maior subida de preços das últimas três décadas –, e uma não menos colossal quebra do valor dos salários reais.

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Repor os órgãos das freguesias – um imperativo democrático

O PS, que em Almada decide contra a reposição dos órgãos das freguesias, recusando mais recursos para a resolução dos problemas, e recolocar o poder autárquico mais próximo das populações, é o mesmo PS que defende, com “unhas e dentes” na expressão popular, o atabalhoado processo de transferência de competências da administração central para os municípios, incluindo para as freguesias. Impondo menos meios e recursos, mas mais competências e responsabilidades.

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