O que fazer durante uma vaga de frio
Como aquecer a sua casa, o que vestir, o que comer. Deixamos alguns conselhos da DGS e da Proteção Civil.
A exposição ao frio intenso, particularmente durante vários dias consecutivos, pode contribuir para a transmissão de doenças infecciosas do aparelho respiratório e provocar lesões relacionadas com o frio. O enregelamento e hipotermia entre outros problemas de saúde graves podem obrigar a cuidados médicos de emergência.
As recomendações principais da DGS em caso de vaga de frio são: manter o corpo hidratado e quente; manter-se protegido do frio; manter a casa quente; manter-se especialmente atento se tiver algum problema de saúde; manter-se em contacto e atento aos outros.
Antes de um período de frio verifique se os equipamentos utilizados para aquecimento estão em condições de ser utilizados e o estado de limpeza da chaminé da lareira. Coloque um termómetro dentro de casa em local visível. Calafete portas e janelas para evitar a entrada de ar frio e a saída do calor acumulado. No caso de estar prevista a ocorrência de um período de frio intenso ou neve forte, assegure-se de que dispõe dos bens necessários para 2 ou 3 dias, de modo a evitar sair de casa. Atenda às necessidades de bens alimentares, água potável, medicamentos, botijas de gás suplementares, se for o caso e, mantenha-se atento às previsões meteorológicas.
Portugal é considerado o 4º pior país da União Europeia a nível de isolamento térmico, com cerca de 20% dos portugueses a admitirem que não conseguem aquecer as suas casas. Durante um período de frio mantenha a temperatura da sua casa entre os 18ºC e os 21ºC. Se não conseguir aquecer todas as divisões da casa, tente manter a sala de estar quente durante o dia e aqueça o quarto antes de se ir deitar. Se utilizar lareiras, braseiras, salamandras ou equipamentos de aquecimento a gás, mantenha a correcta ventilação das divisões de forma a evitar a acumulação de gases nocivos à saúde, evitando os acidentes por monóxido de carbono que podem causar intoxicação ou morte. Não utilize fogão a gás, forno ou fogareiro a carvão para aquecer a casa. Também não deve utilizar equipamentos de aquecimento de exterior em espaços interiores. Evite dormir ou descansar muito perto da fonte de calor. Apague ou desligue os sistemas de aquecimento antes de se deitar ou sair de casa, de forma a evitar fogos ou intoxicações. Promova uma boa circulação de ar, não fechando completamente as divisões da casa, mas evite as correntes de ar frio. Mantenha sob vigilância a utilização de botijas de água quente, para evitar o risco de queimadura.
Com o frio, deve haver um reforço da protecção da pele.. A nível de cuidados pessoais e de vestuário mantenha a pele hidratada, principalmente mãos, pés, cara e lábios. Use várias camadas de roupa, em vez de uma única muito grossa, e não use roupas demasiado justas que dificultem a circulação sanguínea. Proteja as extremidades do corpo (com luvas, gorro, meias quentes e cachecol) e use calçado adequado às condições meteorológicas. Evite andar descalço no chão frio ou molhado.
É principalmente através da metabolização dos alimentos que o organismo consegue manter uma temperatura estável. Assim, a alimentação é uma parte essencial no que toca à proteção da pele contra as agressões do frio. Tenha os seguintes cuidados na sua alimentação: faça refeições mais frequentes encurtando as horas entre elas; dê preferência a sopas e a bebidas quentes, como leite ou chá; aumente o consumo de alimentos ricos em vitaminas, sais minerais e antioxidantes (por exemplo, frutos e hortícolas), pois contribuem para minimizar o aparecimento de infeções; faça uma alimentação variada e saudável, evitando alimentos fritos, com muita gordura ou açucarados; evite bebidas alcoólicas que provocam vasodilatação com perda de calor e arrefecimento do corpo.
Com o frio, deve manter a práctica de exercício físico. Vai estimular a circulação sanguínea, ajudando o corpo a manter a temperatura equilibrada. Mantenha a práctica de exercício físico habitual, mas em situações de frio intenso evite fazer exercício físico de esforço ao ar livre. Se tiver de realizar trabalho de intensidade física, proteja-se com roupa adequada e vá doseando o esforço. Procure um local abrigado se a temperatura diminuir e houver muito vento. Em caso de frio intenso faça pequenos movimentos com os dedos, os braços e as pernas evitando o arrefecimento do corpo. Evite caminhar sobre o gelo devido ao risco de lesões por queda. Procure manter-se seco e evite arrefecer com a roupa transpirada no corpo. Beba água antes, durante e depois da actividade física para evitar a desidratação.
Se vai viajar de automóvel informe-se sobre a previsão meteorológica, sobre problemas de circulação automóvel e assegure-se de que dispõe de um mapa ou outro meio de localização. Se a previsão meteorológica incluir a queda de neve leve roupas quentes e mantas, bem como comida e bebidas quentes, tendo em conta que pode ficar bloqueado. Evite viajar sozinho ou em situações de reduzida visibilidade.
Para além das recomendações anteriores, tenha em conta as orientações da DGS para proteção contra a gripe.
Em caso de emergência ligue para o 112.
Para mais informações ligue para SNS 24: 808 24 24 24.
Consulte aqui os conselhos de auto-protecção em caso de vaga de frio da Protecção Civil.
O que é uma vaga de frio
Uma vaga de frio é produzida por uma massa de ar frio e geralmente seco que se desenvolve sobre uma área continental.
Considera-se vaga de frio sempre que, pelo menos em seis dias consecutivos, a temperatura mínima do ar seja inferior em 5.ºC, ou mais, ao valor médio das temperaturas mínimas diárias no período de referência.
Durante estes fenómenos ocorrem reduções significativas, por vezes repentinas, das temperaturas diárias, descendo os valores mínimos abaixo dos 0.ºC no Inverno. Estas situações estão geralmente associadas a ventos moderados ou fortes, que ampliam os efeitos do frio.
As vagas de frio podem ser a causa de morte, por hipotermia, sobretudo nos idosos, crianças e pessoas mais desprotegidas.
Os impactos estendem-se igualmente à agricultura, ao sector dos transportes prejudicando a circulação de pessoas e mercadorias e a avultados gastos com energia, devido à necessidade de utilização intensa dos sistemas de aquecimento.
Em Portugal, a sua presença está geralmente associada ao posicionamento do anticiclone dos Açores próximo da Península Ibérica ou de um anticiclone junto à Europa do Norte
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