Terminaram as obras de alargamento do IC20

Dia 2 de Junho marca o fim de 20 meses de obras e constragimentos de trânsito. Saiba aqui o que mudou.

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Chegaram ao fim as obras de alargamento do número de vias do IC20, a cargo da empresa Auto-Estradas Baixo Tejo (AEBT), sub-concessionária do Grupo Brisa. Foram 20 meses em que os almadenses se queixaram dos constragimentos diários no trânsito, sobretudo na hora de ponta matinal. A última semana foi marcada por cortes constantes, muitas vezes não cumprindo os horários anunciados, para que as obras não se prolongassem mais três meses, nem fossem aplicadas multas. O último dia, 2 de Junho, foi caótico, sobretudo a partir das 16h30, em que foi efectuado um corte geral total para a realização da fiscalização de segurança final exigida. Os novos acessos de e para Lisboa foram inaugurados às 23h55.

Ao longo de quase dois anos foram realizadas várias intervenções com o objectivo de alargar o IC20 de três para quatro vias em cada sentido, entre o Centro Sul e a Faculdade de Ciências e Tecnologia (NOVA FCT), na Caparica, numa extensão de 3,9 quilómetros. Os trabalhos custaram no total 20,5 milhões de euros.

Tome nota das alterações definitivas desta obra, que cumpriu o prazo estabelecido inicialmente.

Quem se desloca da Costa da Caparica em direcção a Lisboa tem agora disponível um túnel e um viaduto que garantem o acesso directo à zona do denominado ‘garrafão’ da Ponte 25 de Abril. Esta foi uma das exigências da Câmara Municipal de Almada (CMA), como contrapartida dos impactos e transtornos desta obra no concelho.

Para quem vem de Almada, o acesso alternativo à rotunda do Centro Sul, com destino à Ponte 25 de Abril, passa a fazer-se pela Rotunda do Monumento aos Trabalhadores da Indústria Naval, no nó do hospital.

O IC20 passa a ter quatro vias, em cada sentido, entre o nó da A2/IC20 e o nó da NOVA FCT.

Existem novas passagens pedonais com acesso a mobilidade suave no Nó da Universidade, na zona da área de serviço e estação do Pragal e no Nó do Hospital, com elevador para quem tem mobilidade reduzida.

Como ponto negativo desta obra, assinalamos a falta de comunicação dos trabalhos a realizar por parte da AEBT à comunicação social, ou pelo menos a este orgão de comunicação social, prometido na apresentação do projecto. No entanto, ao longo de 20 meses, o Almada Online foi o único orgão local a noticiar estas obras.

Deixe o seu comentário, sobre como decorreu o seu acesso a Lisboa com as novas alterações, nas nossas contas nas redes sociais.

Nota da Redacção: editado a 21 de Junho com o preço total da obra.

Sofia Quintas

Directora e jornalista do Almada Online

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