Transborda traz experimentação artística a Almada
A 5ª Mostra Internacional de Artes Performativas de Almada realiza-se entre 17 de Abril e 11 de Maio
Em cada edição, a Transborda traz coreógrafos a Almada, num formato de mostra virado para a investigação, o intercâmbio e a qualificação artística. A 5ª Transborda aposta na convivência entre diferentes culturas, na partilha de afectos, na escuta activa e empática, comprometida e materializada na relação com o outro. Durante a edição deste ano poderá assistir a espectáculos, laboratórios, performances e conversas.
A Mostra decorre no Teatro Municipal Joaquim Benite (TMJB), no Fórum Municipal Romeu Correia (FMRC), no Largo do Farol de Cacilhas e na Casa da Dança, e reúne artistas movidos pela experimentação em convívios e colaborações, que favorecem o intercâmbio de conhecimentos e acolhem a pluralidade da experiência humana.
Os destaques desta edição, vão para dois espectáculos intensos fisicamente, que serão apresentados na Sala Principal do TMJB: a nova criação de Cristian Duarte, E nunca as minhas mãos estão vazias (4 de Maio 18h), e L´Envol (3 de Maio às 21h), da coreógrafa franco-argelina Nacera Belaza. São vários os artistas repetentes da Mostra, como Maria João Costa Espinho, que traz Uivo (17 de Abril às 21h) ao FMRC, e André Uerba, que recria Æffective Choreography (26 e 27 de Abril, às 21h e 16h, respectivamente), no TMJB, com performers locais e em colaboração com a Fundação Serralves. Da programação fazem também parte Mourn Baby Mourn (10 e 11 de Maio às 21h e 16h, respectivamente), da coreógrafa grega Katerina Andreou, na Sala Experimental do TMJB, e no Largo do Farol de Cacilhas, Danser la Ville (26 de Abril às 17h), uma criação do coreógrafo marroquino Taoufiq Izeddiou, com 30 performers locais.
A complementar a programação deste ano, Belaza partilha as suas investigações num laboratório e o crítico Ruy Filho medeia conversas com artistas após os espectáculos.

E nunca as minhas mãos estão vazias, do coreógrafo Cristian Duarte com seu grupo de São Paulo “em companhia”, é uma dança que se materializa no meio de guerras, devastação e desigualdades, oferecendo frestas, afirmações em movimento. O título tem origem no poema de Sophia de Mello Breyner Andresen: “Apesar das ruínas e da morte,/ Onde sempre acabou cada ilusão,/ A força dos meus sonhos é tão forte,/ Que de tudo renasce a exaltação/ E nunca as minhas mãos ficam vazias.”
A peça L´Envol, de Nacera Belaza, propõe, em aparente contradição, uma dança que mantém o corpo em estado de queda, na ausência de resistência, na possibilidade de abolir o medo acolhendo aquilo que mais tememos. Uma criação que tem como ponto de partida a fotografia de um corpo que cai do World Trade Center, no atentado de 11 de Setembro de 2001.
Æffective Choreography investiga estruturas e políticas de intimidade. Neste trabalho, André Uerba cria um ambiente de partilha de prácticas reservadas à esfera íntima, entendendo o exercício de vulnerabilidade como força e não falta dela.
Uivo, de Maria João Costa Espinho em colaboração com Mariana Tengner Barros e Jonny Kadaver, é uma performance multidisciplinar que partilha micro contextos de liberdade, resistência e transformação, a partir da experiência do corpo.
Mourn Baby Mourn é para Katerina Andreou um alerta de perigo. Uma tentativa de sair da melancolia batendo na parede, com todas as forças, decibéis e dúvidas.
Danser la Ville é uma erupção, uma ruptura, uma contaminação que leva a cidade a dançar. Um convite a soltar por momentos o peso do mundo através de um transe libertador.
A Transborda – Mostra Internacional de Artes Performativas de Almada, cria em cada edição acções que possibilitam o contacto directo com as propostas e prácticas de artistas convidados.
A 5.ª edição da Transborda é organizada pela Casa da Dança e conta com o apoio da DGArtes, Instituto Francês de Portugal e Câmara Municipal de Almada (CMA).
Pode consultar o programa completo aqui.
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