Pragal | Cristo Rei ilumina-se de vermelho pela defesa da liberdade religiosa
Englobada na "Red Week", que também combate a perseguição aos cristãos
A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (FAIS) promove, de 17 a 26 de Novembro, uma «Semana Vermelha» (Red Week) para combater a indiferença sobre a questão da liberdade religiosa. Englobado nesta iniciativa o Cristo-Rei ilumina-se de vermelho nesta semana.
O Santuário do Cristo Rei, no próximo Sábado, 18 de Novembro, terá também iniciativas a decorrer no âmbito desta campanha. Pelas 16h será apresentado o “Relatório 2023 – Liberdade Religiosa no Mundo” com a presença do Bispo de Setúbal, Cardeal D. Américo Aguiar. Pelas 17h, será celebrada uma Eucaristia. Às 18h, o pedestal do Cristo Rei será iluminado com a cor vermelha, em alusão à “Red Week”.
Todos os anos, em sintonia com os outros secretariados da instituição em todo o mundo, a Fundação AIS faz iluminar de vermelho alguns monumentos mais significativos como forma de procurar chamar a atenção da opinião pública para o drama da perseguição aos Cristãos e a necessidade de garantir a liberdade religiosa. Centenas de catedrais, igrejas, capelas, monumentos e edifícios públicos de relevo são iluminados com a cor que lembra o sangue dos mártires e, que este ano tem também como objectivo chamar a atenção para o drama dos deslocados e refugiados.
“Não estranhe se vir alguns edifícios públicos, igrejas ou monumentos, por exemplo, iluminados de vermelho, é apenas um alerta para o facto de, no mundo, nos nossos dias, em demasiados países, não haver liberdade religiosa”, refere FAIS em comunicado enviado à Agência ECCLESIA. O objectivo desta iniciativa internacional da FAIS é “combater a indiferença” perante uma situação dramática que afecta milhões de pessoas.
De 17 até 26 de Novembro, “em muitas paróquias do nosso país” vão realizar-se momentos de oração e em algumas dioceses será divulgado o mais recente relatório da FAIS sobre este tema, apresentado oficialmente em junho na Assembleia da República.
“Este relatório demonstra, sem margem para dúvidas, que a liberdade religiosa é fortemente restringida em 61 dos 196 países do mundo e isso significa uma ameaça directa para 4,9 mil milhões de pessoas. Os cristãos são, de entre todas as comunidades religiosas, a mais perseguida”, explica a directora da Fundação AIS em Portugal, Catarina Martins de Bettencourt. “Não podemos estar alheados desta realidade. Essa é também a nossa missão”, acrescenta a responsável. Falar e denunciar este facto, é um dos propósitos desta “Semana Vermelha” que a Fundação AIS organiza a nível global.
Além de Portugal, a “Red Week” vai acontecer em mais de uma dezena de países, calculando-se que poderá mobilizar mais de 10 mil pessoas nas várias iniciativas que estão já programadas. Austrália, Brasil, Eslováquia, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos, França, Canadá, México ou Colômbia, são alguns dos outros países que terão igrejas iluminadas de vermelho assinalando assim de forma pública a necessidade de se olhar com atenção e preocupação para a questão da liberdade religiosa e para o drma dos deslocados e refugiados.
A Red Week começou no Brasil em 2015, quando se iluminou de vermelho a estátua do Cristo Redentor para chamar a atenção para o drama dos Cristãos Perseguidos. Actualmente, é uma iniciativa global de várias denominações Cristãs
A Fundação AIS é o secretariado português da organização internacional Aid to the Church in Need (ACN), uma fundação pontifícia que, a pedido do Papa, ajuda os Cristãos onde quer que sejam perseguidos, refugiados ou ameaçados devido à sua fé. Fundada no Natal de 1947 pelo Padre Werenfried van Straaten, inspirado na mensagem de Fátima após a Segunda Guerra Mundial, começou por ajudar os milhões de refugiados da Alemanha de Leste que fugiam da ocupação comunista. Em Portugal, a Fundação AIS começou em 1995, com a abertura de um secretariado em Lisboa e, mais tarde, uma casa em Fátima e em Évora. Conta também com um espaço no Santuário do Cristo Rei, no Pragal.
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