Almada | CMA desactiva Zona de Acolhimento Temporário dos moradores do Ginjal

Autarquia diz ter encontrado respostas temporárias de emergência mais adequadas para 18 pessoas

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Na passada Quinta-Feira 3 de Abril, a Câmara Municipal de Almada (CMA), liderada por Inês de Medeiros, interditou a circulação de pessoas no Cais do Ginjal, desde o terminal fluvial de Cacilhas até aos estabelecimentos de restauração existentes no Olho de boi, devido ao estado de degradação extremo da zona, decretando a “situação de alerta”, nos termos da Lei de Bases da Protecção Civil.

As pessoas que viviam naquela zona, em edificados devolutos, tiveram de sair no dia 10, ficando alojadas numa Zona de Concentração e Apoio à População (ZCAP) criada na EBS Anselmo de Andrade. As zonas de concentração e apoio à população são áreas criadas pela Protecção Civil para acolher temporariamente pessoas deslocadas de zonas não seguras, garantindo entre várias valências a dormida e a alimentação durante um determinado período.

Em comunicado a 15 de Abril, a CMA informa que foram encontradas “respostas temporárias de emergência mais adequadas para 18 pessoas que ainda precisam de apoio”, e que “continuará a fornecer as refeições e a apoiar estas pessoas, no seu processo de autonomização, enquanto durar a Situação de Alerta” e que o seu “Serviço de Apoio e Atendimento Social continua activo e em articulação.” O ZCAP na Anselmo de Andrade foi desactivado.

A interdição de circulação de pessoas no Cais do Ginjal, em Cacilhas, vigora até 1 de Maio, mas pode ser prolongada em função das soluções encontradas até essa data.

Segundo Inês de Medeiros, o estado de degradação extrema desta zona de domínio público hídrico, sustentado pelas avaliações técnicas do Serviço Municipal de Protecção Civil da Almada (SMPCA), não deixou outra opção para que se garantisse a segurança de pessoas e bens naquela zona.

A Rádio Renascença (RR) avança que os moradores do Ginjal foram realojados temporariamente “num hostel em São João da Caparica” e que “em alguns casos, não terão também as condições que consideram as mínimas.” A RR acrescenta que “num desses casos, uma família de três pessoas foi colocada num quarto com menos de seis metros quadrados, onde cabe uma cama e um beliche, com outras duas camas” e em que “a casa de banho é comum a todos os outros hóspedes.” A mesma fonte afirma ainda que a “denúncia de más condições de alojamento no pavilhão da escola onde estavam alojados, terá levado a autarquia de Almada a desactivar zona de acolhimento temporário dos moradores do Cais do Ginjal.”

Esta foi também a opção encontrada aquando do realojamento dos moradores do Bairro do 2º Torrão em 2022, tendo a mesma suscitado bastante polémica social e política. Os moradores do 2º Torrão na altura queixaram-se de hosteis sobrelotados, onde as casas de banho eram partilhadas por piso e nas quais tinham um limite de permanência diário.

Sofia Quintas

Directora e jornalista do Almada Online

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